terça-feira, 25 de junho de 2013
Nota Oficial da FENAM
O presidente da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Geraldo Ferreira, convocou na manhã desta segunda-feira (24), os sindicatos médicos brasileiros para participarem de reunião emergencial para deliberações sobre manifestações e greve geral, contra o anúncio da presidente Dilma Rousseff de que trará médicos estrangeiros para atuarem no Brasil.
A reunião será nesta quarta-feira (26), às 9 horas, na sede da Associação Médica Brasileira (AMB). Logo após, às 10 horas, haverá uma coletiva de imprensa, convocada pela FENAM, onde todas as deliberações serão comunicadas a mídia brasileira, bem como os motivos da categoria para repudiar a medida governamental.
No mesmo dia, às 12 horas, um Fórum sobre as experiências com a importação de Médicos em outros países será realizado no auditório da AMB, onde o vice-presidente da Confederação Médica Latino Americana (CONFEMEL), Douglas Natera, falará das consequências que a importação de médicos pode trazer para o Brasil e para a população brasileira.
Sequencialmente, os sindicatos convocarão nas suas bases assembleias com seus médicos para implementarem as decisões que serão anunciadas na coletiva do mesmo dia.
O momento é histórico e decisivo para os médicos e a saúde da nação.
Confira a agenda: http://portal.fenam2.org.br/portal/showData/404579
Atenciosamente,
Imprensa - Federação Nacional dos Médicos (FENAM)
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segunda-feira, 24 de junho de 2013
Médicos de Juiz de Fora - Assembleia e Paralisação
URGENTE!
Amanhã 25 de junho, 19 horas e 30 minutos - Assembleia Geral dos Médicos Municipais de Juiz de Fora - divulgue e compareça. Dia 03 de julho - Paralisação geral dos médicos do SUS - contra o sucateamento da saúde pública. Importação de médicos não é solução. Mobilize divulgue participe.
Dia 26 as entidades médicas organizam protesto nacional em repúdio à ideia de que importação de médicos seja solução eficiente e duradoura para os graves problemas do SUS. Em Juiz de Fora, os médicos devem parar no dia 03 de julho. Por toda parte há protestos contra o anúncio oficial. Vamos reverter esse quadro na luta.
A importação de médicos estrangeiros, um dos projetos invocados por Dilma Rousseff para fazer a rua voltar para casa, levará mais gente ao asfalto. Entidades médicas organizam para as 16h desta quarta-feira (26) um protesto nacional em defesa da valorização dos profissionais brasileiros e investimentos no SUS.
Em reação ao pronunciamento feito por Dilma em rede nacional de rádio e tevê, as entidades divulgaram uma "carta aberta aos médicos e à população brasileira". No texto, anotam que o projeto do governo "é de alto risco" e "simboliza uma vergonha nacional." Subscrevem o documento quatro entidades. Entre elas a Associação Médica Brasileira e o Conselho Federal de Medicina, que formulou proposta para levar médicos aos fundões do país.
Para essas entidades, a iniciativa do governo seria arriscada porque exporia a população brasileira "à ação de pessoas cujos conhecimentos e competências não foram devidamente comprovados." Seria vergonhosa porque "tem valor inócuo, paliativo, populista e esconde os reais problemas que afetam o SUS."
Que problemas? Falta de leitos e de medicamentos, ambulâncias paradas por falta de combustível, infiltrações nas paredes e goteiras nos hospitais, infraestrutura precária e baixa valorização dos médicos. Provocativo, o texto recorda o câncer que levou Dilma a tratar-se no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
"Há alguns anos, a presidente Dilma Rousseff foi vítima de grave problema de saúde", anota a carta. "O tratamento aconteceu em centros de excelência do país e sob a supervisão de homens e mulheres capacitados em escolas médicas brasileiras. O povo quer acesso ao mesmo, e não quer ser tratado como cidadão de segunda categoria, tratado por médicos com formação duvidosa e em instalações precárias."
As entidades informam que tomarão "todas as medidas possíveis, inclusive as jurídicas" para tentar barrar o projeto do governo. Além do protesto prevista para esta quarta-feira, as entidades organizam para o dia 3 de julho uma "paralisação nacional" dos médicos.
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terça-feira, 18 de junho de 2013
Atenção: Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora com indicativo de greve
A Assembleia Geral dos Médicos Municipais de Juiz de Fora, reunida na noite de 17 de junho, na Sociedade de Medicina rejeitou a proposta do governo municipal de (1) reposição das perdas salariais pelo IPCA e (2) pagamento, a partir de janeiro, de uma parcela de 2,5% referentes à futura recomposição da diferença que inferioriza os médicos em 25% em relação aos vencimentos do nível superior.
Foi também decidido convocar uma nova assembleia para o dia 25 de junho, 19 horas e 30 minutos, na Sociedade de Medicina, com indicativo de paralisação.
Solicitamos a todos que divulguem essa assembleia, que distribuam esse e-mail entre colegas e amigos e convidem os colegas de trabalho. O momento é grave, os médicos municipais sofrendo com salários aviltados, condições indignas de trabalho, assédio moral e discriminação salarial. A administração municipal não mostrou vontade política de valorizar os médicos da prefeitura.
Vamos comparecer em massa. Está na hora de virar esse jogo.
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AMB explica processo contra Padilha
AMB explica o processo contra o ministro Padilha
Na manhã desta terça-feira (18/6), na sede da Associação Médica Brasileira (AMB), em São Paulo, Florentino Cardoso, presidente da AMB; José Bonamigo, 1º tesoureiro; e Carlos Michaelis Júnior, advogado da entidade, apresentaram detalhes sobre a ação de responsabilidade por improbidade administrativa movida pela AMB contra o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
"Entramos com uma representação no Ministério Público Federal cobrando a aplicação do dinheiro que foi destinado à pasta da Saúde. Também acionamos o ministro em uma ação civil pública no Superior Tribunal Federal. Após a intimação ser confirmada, o ministro terá 15 dias para prestar informações", disse Michaelis Júnior.
A entidade quer entender os motivos de o Ministério da Saúde ter deixado de investir R$ 17 bilhões. "Em 2012, sobraram R$ 9,01 bilhões de créditos não utilizados. Historicamente, 2% a 3% não são investidos em projetos devido à morosidade e burocracia da máquina pública, mas 9,64% do orçamento aprovado é inaceitável. Do total empenhado, R$ 8,3 bilhões foram inscritos em restos a pagar não processados, porém o Tribunal de Contas da União não sabe onde estão essas contas ou se elas existem", afirmou Cardoso.
No ano passado, a União empenhou recursos suficientes para dar cumprimento à regra de aplicação mínima no setor. "Como pedir mais dinheiro para financiar a Saúde diante desses valores absurdos? Reconhecemos que faltam investimentos, mas o que está disponível nem foi utilizado. Parece que a saúde é prioridade apenas durante as campanhas eleitorais", declarou o presidente da AMB.
Em 2000, a União tinha participação de 58% relativa aos entes da Federação nas despesas com ações de saúde. Na metade da década, esse valor caiu para 48% e caindo para 45% em 2010. "A Emenda Constitucional 29 não foi regulamentada do jeito que a população precisava, pois desobriga a União a investir porcentagem adequada, sacrificando Estados e municípios", expôs Cardoso.
Segundo Bonamigo, a população ganhou consciência e está ficando cada vez mais desapontada com o abismo entre o que paga de imposto e o que recebe em termos de serviços. "Essa ação não foi feita de um dia para o outro, mas corre em paralelo e tem a mesma raiz dos movimentos que estão eclodindo pelo Brasil. Esse dinheiro retornará para o Tesouro e não temos expectativa de vê-lo investido na saúde no curto prazo. Relutamos em entender que deixar de utilizar esse dinheiro seja somente uma decisão política."
O presidente da AMB afirmou que está acompanhando atentamente as manifestações, sobretudo aquelas que pedem melhorias na saúde e educação. "Não descartamos ir à rua em movimento legítimo e ordeiro. Estamos comprometidos com tudo o que diz respeito à saúde e à Medicina", concluiu Cardoso.
Slides com informações sobre o assunto estão à disposição caso seu veículo necessite.
Assessoria de Imprensa
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Rede reúne médicos para ajudar e apoiar manifestantes.
Células de seis a oito voluntários foram formadas e se espalharam pela manifestação para ajudar quem precisasse. A ideia era prestar auxílio em eventual confronto com a Polícia Militar. "O nosso interesse é fazer um trabalho humanista, pregando a não violência e a pacificação. Vamos ajudar todos, seja manifestante, trabalhador e até mesmo um policial, que estará do outro lado", disse a médica Denize Ornelas.
Dez enfermeiros carregavam kits com vinagre, leite de magnésia, gaze e esparadrapos. Uma carroça de catador de material reciclável foi improvisada como maca, mas a ideia logo foi descartada por causa da multidão. Médicos muito jovens vestiam branco e jalecos para se destacar no meio do público.
"Desta vez, a gente conseguiu reunir mais ou menos 15 médicos, fora estudantes. A gente espera não precisar fazer nada", afirmou o médico Pedro Campana, de 26 anos, pouco antes do início da passeata. Na quinta-feira, 13, ele prestou atendimento no Coletivo Matilha, na Rua Rego Freitas, na quinta-feira. "A gente percebeu que tinha muita viatura, mas nenhuma ambulância (na quinta-feira passada). Ninguém se preocupou em socorrer feridos", disse a ativista Rebeca Lerer. Nesta segunda-feira, até as 21h, para alívio de Rebeca, ninguém precisou agir. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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Apoio da Federação Nacional dos Médicos às manifestações
Aos
Presidentes dos Sindicados Médicos e aos Médicos brasileiros
Senhor Presidente e prezados médicos:
Diante do quadro nacional de manifestações da população, onde se ouve o clamor contra a corrupção, contra o desperdício de dinheiro publico, quando falta saúde, educação e segurança, os sindicatos dos médicos do Brasil se reuniram na Federação Nacional dos Médicos e discutiram o apoio às manifestações e o incentivo à participação dos médicos.
Sendo assim a Federação orienta os sindicatos e os médicos brasileiros a encontrarem formas de manifestarem seu apoio a estas lutas da população, inserindo a questão da saúde. Ficou sugerido que a participação de médicos e estudantes deverá se dar através do tema "Saúde de qualidade", que poderá ser exposto em botons ou cartazes. Outras bandeiras locais poderão ser manifestadas, de acordo com a realidade da base de cada sindicato, tendo como foco a melhoria do Brasil e abrigando os melhores sentimentos de coletividade e cidadania.
No dia 20 de junho haverá manifestações públicas em praticamente todo o Brasil e deve ser o momento de incorporação dos sindicatos, médicos e estudantes a estas manifestações.
Contamos com participação de todos, certos de que será de suma importância para o futuro do País estas manifestações pacíficas de contestação aos desmandos políticos e administrativos, que se alastram pelo País a fora.
Atenciosamente,
Geraldo Ferreira Filho
Presidente
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terça-feira, 11 de junho de 2013
Sindicato dos Médicos reúne-se com prefeitura de Juiz de Fora
De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata - MG
Data: 12 de junho de 2013
Assunto: Campanha Salarial 2013 dos médicos municipais de Juiz de Fora.
Ontem houve reunião entre sindicato e prefeitura. No próximo dia 17 de junho de 2013 (segunda-feira), 19 horas e 30 minutos, haverá nova assembleia geral dos médicos municipais na Sociedade de Medicina.
Solicitamos a todos que compareçam, divulguem e avisem a todos os médicos municipais dessa assembleia, que será decisiva para a campanha salarial desse ano. Não é momento de omissão pela ausência.
No dia 11 de agosto, representantes do Sindicato dos Médicos e da Prefeitura de Juiz de Fora reuniram-se para tratar das negociações da campanha salarial de 2013.
Foram tratados os seguintes tópicos:
(1) - A questão da progressão vertical dos Médicos municipais - do nível I para o II. O foco da discussão é a metodologia para o acatamento dos títulos que dão acesso a essa promoção.
(2) - O fim da distorção do odioso "piso-teto" para os plantonistas da urgência e emergência, distorção implantado no finado governo tucano. Essa distorção cracteriza-se por uma gratificação que diminui à medida que o médico trabalha mais tempo, fazendo com que os profissionais com muitos anos de casa sejam apenados com o desaparecimento da gratificação.
(3) - A questão dos salários baixos e aviltantes pagos aos médicos municipais de Juiz de Fora e da discriminação salarial que prejudica a categoria e o SUS. Os médicos municipais sabem que o vencimento básico inicial da categoria, sem qualquer gratificação (médicos especialistas que ingressem hoje na atenção secundária, por exemplo) seja inferior a 3 salários mínimos (piso da Lei Federal 3999/1961) e 25% menor que o nível superior da prefeitura.
A atual administração reconheceu a injustiça dessa discriminação e aceitou recompor o salário dos médicos. Foi feita nessa reunião a proposta de 2,5% de acréscimo a partir de janeiro. Segundo o Secretário da Fazenda essa proposta, incidindo sobre a reposição do ÍPCA, dará aos médicos municipais mais 10,1% de aumento.
(4) - O Secretário de Administração e RH, Alexandre Jabour, falou que se reunirá com representantes das instituições de ensino para tratar da remuneração e disponibilidade de médicos municipais para atividades de ensino (preceptoria, supervisão, etc.).
(5) - O plano de carreira dos médicos municipais, cuja formulação foi pactuada com a administração tucana de Custódio (que desconsiderou o acordo e não o cumpriu) será retomado com o mesmo encaminhamento: comissão bipartite (partes: prefeitura e sindicato dos Médicos). A previsão é para o início dos trabalhos em agosto.
(6) - A organização do trabalho médico na Prefeitura. Eleição de diretores clínicos e comissões de ética. O assunto deve ser encaminhado com o convite ao CRM para colaborar com o processo. Dr. José Laerte, secretário de saúde, disse que não há como remunerar esses profissionais, mas concordou com a necessidade de que esses profissionais tenham disponibilidade (tempo) para exercer suas atividades.
O que foi abordado nessa reunião será objeto de deliberação na próxima assembleia.
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