sexta-feira, 9 de setembro de 2011

[SPAM] FAX SINDICAL 941 - 09.09.2011

 

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Fax Sindical 941

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09 de setembro de 2011

 

De:  Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

Assunto: Para reflexão - o poder paralelo em Minas Gerais.

 

MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA 14 DE SETEMBRO IMPORTANTE A MOBILIZAÇÃO.

 

ATENÇÃO MÉDICOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - MUNICIPAIS E MUNICIPALIZADOS, DE TODAS AS UNIDADES DO SUS - NÃO SE ESQUEÇAM DA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA CATEGORIA. DIA 14 DE SETEMBRO, QUARTA-FEIRA, 19 HORAS E 30 MINUTOS, NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA DE JUIZ DE FORA. AINDA NÃO EXISTE ACORDO ENTRE SINDICATO DOS MÉDICOS E PREFEITURA DE JUIZ DE FORA. O BOICOTE À BIOMETRIA É UMA FORMA DE PROTESTO QUE ESTÁ SENDO MANTIDA. OS MÉDICOS ENFRENTAM O ASSÉDIO E A TRUCULÊNCIA.

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APOIO À GREVE DOS PROFESSORES

 

Mesmo com a decretação da ilegalidade do movimento pelo TJMG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), eles mantém o movimento aceso e vivo, com manifestos públicos interessantes e um enfrentamento que demonstra grandeza. Apesar da multa e das ameaças, a categoria afrontou a decisão do Poder Judiciário do Estado. Afrontar a Justiça nem sempre é vergonhoso. Se assim fosse, judeus não fugiriam de campos de concentração, Mandela e Gandhi não teriam liderado os movimentos que resultaram na liberdade de seus países.

 

O PODER PARALELO EM MINAS GERAIS

 

Descoberta de serviço de inteligência que, ao que parece envolve a Casa Militar do Governador Anastasia, o serviço secreto da Polícia Militar de Minas Gerais e a Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais, pode explicar muita coisa. Como o Estado pode estar sendo transformado em uma republiqueta.

 

A recente decretação da ilegalidade da greve dos médicos e depois dos professores da Prefeitura de Juiz de Fora, conseguida de forma rápida e fácil, ao arrepio do direito de greve, acendeu, em muitas mentes o sinal amarelo de alerta.

 

Agora descobre-se que órgãos de inteligência do Estado, que deveriam estar combatendo malfeitores, estão a espionar sindicatos. No caso da denúncia, trata-se do SindUTE MG, que representa os professores estaduais em greve.

 

O empastelamento do Novojornal, citado na matéria, ocorreu durante a campanha eleitoral, porque o jornal, naquela ocasião, apresentava postura crítica em relação ao governo Aécio. Todos os principais órgãos da mídia mineira estavam então alinhados com Aécio e seu então candidado Anastasia.

 

São estranhas as relações entre os que exercem o poder em Minas.

Vale a pena ler a matéria publicada no Novojornal em 08/09/2011 às 17:26:28 na página http://www.novojornal.com/politica/noticia/pm2-que-investigava-sindicato-estava-a-disposicao-da-pgjmg-08-09-2011.html

 

PM2 (agente secreto da Polícia Militar) que investigava sindicato estava à disposição da PGJMG

 

Caiu como uma bomba: Vídeo identifica agente da PM2 que estava a serviço do "Serviço de Inteligência" da PGJMG (Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais - órgão que chefia o Ministério Público estadual) investigando Sindicato

 

 

Novojornal vem denunciando há mais de três anos a existência de uma central de grampos e investigações clandestinas instalada no prédio da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais. A estrutura foi montada em função de um convênio assinado entre a Procuradoria Geral de Justiça de Minas Gerais (PGJMG)  e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), através da Casa Militar do Governo de Minas.

 

Esta central vem há anos municiando o Governo de Minas de informações oriundas de escutas telefônicas e investigações de lideranças políticas, religiosas e sindicais. Até mesmo parlamentares, juízes e desembargadores são investigados por esta "Central de Inteligência". Tudo, contrariando alei que determina que a Polícia Civil é a Polícia Judiciária.

 

Em setembro de 2008 Novojornal noticiava que tivera acesso a 50 Cds de diversas gravações realizadas por esta central clandestina. Foi inclusive publicado na época cópia de um depoimento prestado na justiça mineira, comprovando a existência desta central.

 

O material, após ser copiado e enviado para o exterior, por motivo de segurança, foi encaminhado para a CPI dos Grampos em Brasília.  A CPI encerrou seus trabalhos sem jamais divulgar o investigado em relação a central clandestina da PGJMG.

 

Assim como no empastelamento do Novojornal pela PGJMG, utilizando membros da PM2, diversas vezes as dependências do Novojornal foram invadidas levando computadores e outros objetos que se encontravam na redação. Mesmo de posse de boletins de ocorrência, estes fatos jamais foram investigados.

 

Só agora, diante da greve dos professores e da inexplicável participação da PGJMG nas negociações, finalmente o "Serviço Secreto" da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais mostra a cara. Ao contrário de suas atribuições, há anos a alta direção da Procuradoria de Justiça de Minas Gerais, a contra gosto de uma significativa parcela do Ministério Público de Minas Gerais,vem aparelhando a instituição para servir de órgão acessório do Poder Executivo de Minas Gerais.

 

O Deputado Rogério Correia (PT), procurado por nossa reportagem, ao tomar conhecimento destes fatos mostrou-se bastante assustado. Afirmando: "Vou solicitar cópia deste convênio celebrado entre a casa militar, PM e Procuradoria, além de esclarecimento a respeito da atuação desta possível central de inteligência".O político vinha denunciando que a coordenadora e integrantes do sindicato estavam sofrendo ameaças de policiais, que estavam à paisana e em carros descaracterizados.

 

O que acabou por comprovar-se nessa terça-feira, 6 de setembro. O deputado Rogério Correia (PT) esteve na sede do Sindicato, em Belo Horizonte, para averiguar o que estava acontecendo. Lá, ele e Beatriz Cerqueira, coordenadora do SindUTE, flagraram na porta da instituição um carro parado. A placa foi checada. Informalmente, Correia obteve a informação de que ela seria de acesso restrito e de uso do serviço reservado da Polícia Militar mineira. O motorista não quis se identificar nem responder as perguntas de Correia, abandonando o veiculo, porém foi fotografado e filmado, o que possibilitou sua identificação.Concluindo, Correia afirmou que pedirá também a relação dos policiais que se encontram a serviço junto a PGJMG acompanhado de suas folhas funcionais onde contém a foto do policial.

 

Repetimos, o link da notícia é http://www.novojornal.com/politica/noticia/pm2-que-investigava-sindicato-estava-a-disposicao-da-pgjmg-08-09-2011.html

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fax Sindical 940 07 de setembro de 2011

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Fax Sindical 940

 

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Data:07.09.2011

De:    Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

 

Assunto:

 

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Atenção todos os médicos municipais e municipalizados da Prefeitura de Juiz de Fora

 

CONVOCAÇÃO URGENTE.

 

Assembléia Geral Extraordinária

 

Médicos municipais e municipalizados dos serviços públicos da Prefeitura de Juiz de Fora.

 

Ainda não há acordo entre a Prefeitura de Juiz de Fora e os médicos que nela atuam. O boicote à biometria está mantido como forma de protesto. A proposta da Prefeitura, feita sem negociação com o Sindicato e remetida diretamente à Câmara tem despertado descontentamento nos plantonistas. Não contempla a noção de carreira, a progressão funcional e nem prevê concurso público. Custódio Mattos aposta na precarização de mão de obra para atender à necessidade do setor de urgência. Recorre a contratos temporários, terceirizações de atividades-fim em estabelecimentos de saúde e até a pagamentos sob forma de RPA (pagamento de autônomo). Descumpre a legislação trabalhista federal alegando a falta de pessoal e a necessidade de manter serviços essenciais. Omite que essa situação foi criada pela sua própria política de recursos humanos aplicada aos médicos. Finge desconhecer o descontentamento e a falta de motivação dos profissionais. Parece ignorar as consequências negativas de suas políticas para o futuro do SUS.

 

Médicos de Juiz de Fora, mobilizem, divulguem, participem -

 

Assembléia Geral Extraordinária

 

Dia      14 de setembro de 2011 - Quarta-feira

Hora   19 horas e 30 minutos

Local   Sociedade de Medicina e Cirurgia de Juiz de Fora

 

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O Fax Sindical repercute, para reflexão dos leitores, três artigos bastante reveladores da atual situação de crises e descontentamentos nos serviços públicos, que afligem seus usuários e trabalhadores de todas as qualificações e categorias.

 

O primeiro fala do descompromisso dos dirigentes do Executivo em relação aos seus servidores, contrastando-a com a postura superior dos dirigentes do poder Judiciário, que assumem abertamente a defesa de seus servidores. Observamos que há casos extremos, como na Prefeitura de Juiz de Fora, nos quais o Executivo municipal (Custódio Mattos e secretários) tratam professores e médicos como inimigos, usando inclusive o dinheiro dos contribuintes para pagar propaganda contra essas categorias.

 

O segundo trata da questão da motivação e das consequências negativas da falta dela. O autor, especialista em recursos humanos, fala dos resultados negativos da falta de motivação. Também se aplica à situação dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, onde a política de recursos humanos combina má remuneração, falta de diálogo e negociação, assédio moral, precarização de mão de obra e más condições para atender à população.

 

O terceiro trata da privataria e dos seus abusos e absurdos, resultando na transferência de dinheiro público para interesses privados. Nos faz pensar nessas terceirizações e contratos milionários entre a Prefeitura de Juiz de Fora e certas empresas e instituições, especialmente na área de saúde. A Controladoria Geral da União já denunciou que a saúde é uma das áreas mais propensas a desvios de dinheiro público.

 

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Como no Judiciário, Executivo deveria valorizar e defender seus servidores

 

 

A decisão foi tomada após uma reunião que aconteceu na noite de ontem, 1º de setembro, entre os ministros Miriam Belchior (Planejamento), José Eduardo Cardozo (Justiça), Luís Inácio Adams (AGU) e o presidente do STF, Cezar Peluso. Para a Condsef, o exemplo do Judiciário deveria ser seguido pelo Executivo na hora de defender e valorizar seus servidores. Como o presidente do Supremo, a presidenta Dilma deveria reconhecer nos servidores do Executivo a força essencial para assegurar o fim da miséria, melhorar a saúde e a educação, pilares da campanha que a elegeu. Serviços públicos de qualidade passam necessariamente por servidores públicos valorizados.

 

Enquanto o Executivo dispôs de pouco mais de R$ 1, 5 bilhão na peça orçamentária de 2012 para atender demandas emergenciais de mais de 700 mil servidores a partir de julho do ano que vem, o Judiciário defendeu para os seus servidores uma proposta de R$ 7, 7 bilhões.

 

Enquanto o Executivo continuar pregando o discurso de contenção de despesa e deteriorando o serviço público para atender interesses de especuladores, banqueiros, grandes empresários e beneficiando o agronegócio, não haverá espaço para consolidação de uma política capaz de fortalecer o Estado.

 

Até quando faltará vontade política?

 

Desvalorizando setores essenciais, o governo Dilma tem sinalizando que prefere transferir para a população o ônus de pagar por serviços que o Estado teria a obrigação de fornecer. O caminho mais fácil não interessa à sociedade que paga a maior taxa de impostos do mundo. Recordes frequentes na arrecadação estão aí para provar que o problema do setor público não está na falta de dinheiro, mas sim na falta de vontade política em resolver questões graves de distorções salariais e condições de trabalho que prejudicam ao longo dos anos os serviços prestados à sociedade.

Até agora Dilma tem mostrado que saúde, educação, e demais setores responsáveis diretos pelo atendimento à população não estão entre as prioridades do governo. A Condsef e os mais de 800 mil trabalhadores do Executivo Federal que a entidade representa esperam que o quadro mude. E ele precisa mudar com urgência. Não se pode aceitar que os trabalhadores do serviço público continuem a pagar uma conta cara de contingenciamento que cobra não só dos trabalhadores, mas principalmente da população que depende dos serviços públicos prestados pela maioria dos servidores do Executivo.

 

Esta maioria precisa ter seus problemas ouvidos e suas demandas atendidas. O Executivo, seus ministros e a presidenta, devem seguir o exemplo do Judiciário na defesa de seus funcionários, pois só assim, serviços de qualidade poderão ser prestados à população.

 

Fonte: Sintrafesc

Autor: Condsef

 Data: 4/9/2011

 

Fonte: http://www.gestaosindical.com.br/movimento/materia.asp?idmateria=3772

 

Trabalhador tem de ESTAR motivado

 

 

Uma das maiores aspirações dos profissionais de RH é fazer com que os empregados se comprometam com os objetivos da empresa. Tal necessidade gera constantes apelos de envolvimento crescente e emocional da classe empresarial buscando a adesão dos seus trabalhadores através discursos vazios e subjetivos como aquele que afirma "A nossa empresa é uma grande família". Incutir a idéia no trabalhador de que a relação entre ele e a empresa é uma "relação familiar", além de engenhosa, é extremamente falsa e manipuladora.

 

A frase "vestir a camisa" tem se tornado tema constante de discussões e estudos, na procura de uma fórmula mágica que traga à tona a motivação interior do empregado em favor dos resultados. Tem-se falado muito em sistemas participativos, canais de comunicação, melhorias dos fatores higiênicos etc., etc., mas as organizações continuam a assistir - impotentes e prepotentes - ao avanço da ineficácia de seus processos manipulatórios e rendem-se à evidência que o trabalhador, depois da década de 80, já não acata com tanta facilidade argumentos vazios.As causas atribuídas a esse fenômeno vão desde o próprio sistema produtivo, cujas raízes tayloristas transformaram a divisão de tarefas no centro nervoso da questão; passam pela necessidade evolutiva da produção massificada e terminam nos discutíveis modelos gerenciais e organizacionais atualmente em uso.

 

O fato de o trabalhador não se sentir "parte do time" é um problema que aflige as organizações a partir de um determinado momento. E quase sempre esse momento está associado à amplitude ou ao distanciamento criado entre a base da pirâmide e o topo. Pequenas empresas não sofrem desse mal ou na melhor das hipóteses, para elas é um mal passageiro. Assim, constata-se que algum fato acontece durante a evolução de uma organização, contaminando-a com o vírus da desmotivação.Penso que a chave do segredo encontra-se no âmago de duas palavras: distanciamento e valorização, as quais, quando não observadas corretamente podem provocar a implosão de uma série de ações contrárias aos objetivos desejados pela organização.Entenda-se por distanciamento o fenômeno que nasce no universo do mundo do trabalho na medida em que a pirâmide empresarial cresce ou exterioriza sua falta de preocupação com as necessidades do trabalhador; em situações sui generis tende a aumentar o já histórico e perene distanciamento entre capital e trabalho, criando filtros, por meio de linhas intermediárias (gerentes, chefes, mestres, contramestres ou supervisores), que impedem ao trabalhador de assumir o discurso do comprometimento, quase sempre pelo simples fato de desconhecer os conceitos básicos que regem as relações e os interesse entre pessoas ou, então de desprezá-los. A segunda palavra-chave (valorização) encerra uma equação ainda não assimilada pela maioria das organizações, apesar do exemplo de resultados positivos demonstrado por dezenas de pesquisas ao longo da história contemporânea.Ouchi (1982) ao analisar o fantástico desenvolvimento obtido pela indústria japonesa logo após a segunda guerra mundial, ensinou ao mundo uma equação simples mas eficaz na busca da tão almejada produtividade: confiança + sutileza = produtividade.

 

Parece que passados mais de 20 anos, a maioria das organizações não conseguiu assimilar esse aprendizado; continua, assim, a não confiar, como deveriam e merecem, seus próprios trabalhadores, tratando-os sem nenhuma sutileza. A realidade nos prova essa afirmativa quando percebemos que, se de um lado existe o discurso que denomina o trabalhador "parceiro", "colaborador" ou coisa pior, por outro existe a prática de excluí-lo profissional e socialmente, sem hesitação, ao primeiro sinal de queda dos lucros.É preciso entender que o trabalhador, enquanto ser humano, no seu íntimo, deseja e necessita sentir-se parte integrante de um conjunto social, (empresa, sindicato, igreja etc.) só não satisfazendo esse desejo -no mundo do trabalho - quando a empresa lhe fecha a porta. Fecha-lhe a porta e, depois, pede-lhe para entrar. O sistema capitalista faz assim, questão de passar mais um certificado de incompetência e de multiplicação de sua lista de inúmeras e consagradas contradições.Por outro lado, acena com incentivos salariais, como se essa fosse a chave de que o trabalhador precisa para motivar-se. Toma a chave e abre a porta, porém, estupefato, vê que o trabalhador não entra: fica apenas no umbral. Após algum tempo nessa espera, a empresa lhe fecha a porta novamente e, assim, permanecem - capital e trabalho - em looping constante.Valorização, confiança, respeito e sutileza à classe trabalhadora são as verdadeiras chaves que devem ser forjadas. Com elas, as empresas ajudarão efetivamente o trabalhador a transpor o umbral e a atingir os seus objetivos pessoais. As organizações inteligentes já perceberam que, assim fazendo, a contrapartida para conseguir os objetivos organizacionais é um fato concreto.É somente na busca da satisfação de suas necessidade e na possibilidade de atingi-las que o trabalhador se motiva. E é só motivado que ele poderá estar comprometido. O resto é conversa fiada e despesa a fundo perdido.

 

Autor: Jean Pierre Marras é professor doutor da Universidade Metodista.

Data: 29/8/2011

Fonte: http://www.gestaosindical.com.br/administracao/materia.asp?idmateria=56

 

 

NÃO É DOSSIÊ, É UM LIVRO:Amaury Ribeiro Jr.: Os porões da privataria

 

Os porões da privataria

Amaury Ribeiro Jr.

Introdução

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do País, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três de seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, têm o que explicar ao Brasil.

Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marin Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marin. Além de primos, os dois foram sócios. O "Espanhol", como Marin é conhecido, precisa explicar onde obteve US$3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos de 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra, e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil…

Atrás da máxima "siga o dinheiro!", Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.

A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República, mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista, nomeado quando Serra era secretário de Planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$448 milhões(1)para irrisórios R$4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC. (Ricardo Sérgio é aquele do "estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m…", o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)

Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico(2).

O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$3,2 milhões no exterior por meio da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova Iorque. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.

A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$17 mil (3 de outubro de 2001) até US$375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a Presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$1,5 milhão.

O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, por intermédio de contas no exterior, US$20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.

O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, dentre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.

Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do País para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresaDecidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.

Financiada pelo Banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas têm o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de "empresas-camaleão". No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.

Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$7,5 milhões em ações da Superbird.com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A. Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. "São empresas-ônibus", na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.

De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante ao Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no País. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia pelos sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no País.

Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações – que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, "no limite da irresponsabilidade", conforme foi gravado no famoso "Grampo do BNDES" –, foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e às contas sigilosas da América Central ainda nos anos de 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenci

Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.

(1) A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$3,2 por um dólar.

(2) As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/os-poroes-da-privataria.html

 

http://desabafopais.blogspot.com/2010/06/nao-e-dossie-e-um-livroamaury-ribeiro.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+DesabafoBrasil+%28DESABAFO+BRASIL%29

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

FAX SINDICAL 939 - Assembléia Médicos PJF dia 14 de setembro

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Fax Sindical 939

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05 de setembro de 2011

De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e Zona da Mata de Minas Gerais

Assunto: Assembléia Geral Extraordinária dos Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora - Ordem do dia. Projetos para médicos da urgência e biometria. Crise no SUS de Juiz de Fora.

 

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AVISO SINDICAL IMPORTANTE - DIVULGUE. Compareça. Participe.

AINDA NÃO HÁ ACORDO ENTRE A PREFEITURA DE JUIZ DE FORA E O SINDICATO DOS MÉDICOS.

 

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PRÓXIMA ASSEMBLÉIA GERAL  EXTRAORDINÁRIA DOS MÉDICOS MUNICIPAIS E MUNICIPALIZADOS DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - 14 DE SETEMBRO - QUARTA-FEIRA - 19 HORAS E TRINTA MINUTOS NA SOCIEDADE DE MEDICINA E CIRURGIA.

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SEM ACORDO NÃO TEM BIOMETRIA!

 

Decretada a ilegalidade da greve dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, o protesto se mantém vivo e ativo por meio do boicote à biometria.

 

BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA! BOICOTE A BIOMETRIA!

 

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TJMG DECRETA MAIS UMA VEZ A ILEGALIDADE DE UMA GREVE DE SERVIDORES DA PREFEITURA DE JUIZ DE FORA

 

O direito de greve, na prática, foi abolido para os servidores públicos municipais de Juiz de Fora, por meio de decisões do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A política do TJMG retira direitos sociais dos trabalhadores do setor público, que são prejudicados pela política da atual administração municipal.

 

O Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora presta sua solidariedade e apoio ao SINPRO, Sindicato dos Professores de Juiz de Fora, diante da truculência da administração Custódio Mattos, que levou à declaração da ilegalidade de sua greve.

 

Como aconteceu com os médicos, o TJMG - Tribunal de Justiça de Minas Gerais, decidiu atacar, mais uma vez, uma categoria de servidores da Prefeitura de Juiz de Fora decretando liminarmente a ilegalidade do movimento.

 

Estamos retornando aos tempos da ditadura, quando se enfrentavam questões sociais e trabalhistas por meio da pura e simples repressão. Os professores obtiveram uma grande conquista: o piso salarial nacional. Essa luta deve motivar também os médicos, hoje sujeitos a remunerações aviltantes como o salário de mil e poucos reais pago pela Prefeitura de Juiz de Fora. A luta deles é em defesa desse piso, ganho até mesmo no Supremo Tribunal Federal. Mas isso parece significar pouco em Minas,  com suas instituições submissas ao poder. Aqui parece que vivemos em uma republiqueta.

 

Todo o apoio aos nossos companheiros professores da Prefeitura de Juiz de Fora e aos diretores do SINPRO.

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Juiz de Fora: Seis meses de luta médica e de descaso da administração municipal.

 

A luta dos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora continua. A nossa pauta de reivindicações, protocolada na Prefeitura de Juiz de Fora dia 3 de março, até hoje não foi contemplada nas negociações. São seis meses de crises e divergências. Por duas vezes foi solicitada audiência ao Prefeito, que não se dignou a receber a representação classista dos médicos. Será que Custódio Mattos é indiferente à crise do SUS?

 

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Alguns esclarecimentos necessários:

 

1 - A próxima Assembléia dos Médicos Municipais e Municipalizados da Prefeitura de Juiz de Fora será no dia 14 de setembro de 2011, às 19 horas e 30 minutos, na Sociedade de Medicina e Cirurgia.

 

2 - Para dissipar dúvidas: estão convocados todos os médicos municipais e municipalizados.

 

Entende-se por médicos municipais os médicos que atuam no serviço público municipal, sejam servidores públicos concursados e nomeados, os contratados por meio do contrato temporário previsto no RJU dos servidores municipais e os terceirizados (Fundação HU e grupo  Maternidade Terezinha de Jesus) que exercem atividades-fim próprias de médico em serviços públicos de saúde. Todos podem participar com direito de voz e voto.

 

2 - A Assembléia é democrática e aberta e tem poder decisório. Ela decide sobre a posição oficial do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora sobre todos os assuntos em pauta. Todos os médicos da base do Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata podem participar com direito de voz e voto, ainda que não estejam diretamente envolvidos no assunto tratado. É garantida a democracia na assembléia.

 

sábado, 3 de setembro de 2011

teste

teste de sistema

Envio do Fax Sindical

 

Fax Sindical 253 Luta dos médicos em Juiz de Fora. Problemas nos planos de saúde. Mínimo profissional. Novo Código de Ética.

Fax Sindical 253

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

Ano V * No. 253  * 14 de abril de 2010

 

AVISOS SINDICAIS.

Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.

 

***Atenção***

 

Campanha salarial 2010 – gratificações de urgência e emergência – demissões na AMAC.

 

 

Iniciamos, juntamente com o SINSERPú, com o sindicato dos professores e com a regional do sindicato de engenheiros, a campanha salarial de 2010. No ano passado tivemos o absurdo de um reajuste zero. Esse ano pedimos a recomposição de 15% dos salários. Os vencimentos dos servidores públicos municipais foram achatados e corroídos pelo reajuste zero, pelo brutal aumento do IPTU e pela cassação das isenções. A situação está se tornando difícil e insustentável.

 

 

As relações trabalhistas entre a classe médica e a administração do Prefeito Custódio de Matos estão longe de serem boas. Senão vejamos:

 

1-A administração do Prefeito Custódio de Matos, representada nas negociações pelo Secretário Vítor Valverde ainda não cumpriu o acordo de julho de 2009, que previa a instalação de comissões para criar um PCCS de médicos e avaliar as condições de atendimento. Sem credibilidade, como negociar?

 

2-A administração do Prefeito Custódio de Matos, representada pelo Secretário Vitor Valverde, enviou ao diretor da AMAC ofício propondo pagar as rescisões trabalhistas dos médicos de família, incluindo a multa rescisória, em 12 vezes. Um verdadeiro absurdo. Ainda mais se considerando que a Prefeitura está enchendo os cofres com um IPTU caríssimo, um dos mais elevados do Brasil. Eles querem que os médicos de família que prestaram tão bons serviços à população de Juiz de Fora, que sustentaram, com seu trabalho, as unidades básicas de saúde, saiam sem qualquer agradecimento ou compensação e recebendo o que a Lei lhes garante em suaves prestações! (Anda existindo Lei nessa terra quando o assunto é Prefeitura? Por favor, respondam!)

 

3-Os médicos da Prefeitura continuam ganhando 25% a menos que o nível superior, em claro desrespeito à carga horária especial ( única categoria profissional que sofre esse desrespeito, além dos odontólogos).

 

4-O vencimento inicial de um médico da Prefeitura de Juiz de Fora tornou-se inferior a 3 salários mínimos. Um total desrespeito. Inferior ao mínimo profissional definido em Lei. Totalmente contrário ao que o mercado paga a mão de obra qualificada.

 

5-Faltam médicos nas unidades de urgência e nas unidades básicas. As pessoas vêem isso todos os dias e a imprensa o tem divulgado. A Prefeitura finge ignorar o problema e foge de suas responsabilidades quanto a isso (políticas, administrativas, cíveis e criminais). Com esse salário e com essas condições de trabalho eles não atraem e nem fixam profissionais. Apenas recrutam recém-formados incautos e inexperientes, expondo-os ao risco de agressões físicas e processos, devido ao péssimo estado dos estabelecimentos públicos de saúde do SUS em Juiz de Fora.

 

Enfim, uma situação vergonhosa.

 

 

Os médicos estão se mobilizando. Após várias reuniões os médicos dos setores de urgência e emergência decidiram repudiar a proposta da Prefeitura de Juiz de Fora de criar uma gratificação invertida para os profissionais, um teto salarial.

 

Os médicos que atuaram na AMAC aprovaram proposta de convocar a Prefeitura para discutir a situação dos médicos do PSF demitidos. O Sindicato dos Médicos aguarda que a Prefeitura apresenta uma proposta decente.

 

Na próxima segunda-feira, às 16 horas, o Secretário de Administração e Recursos Humanos, o já conhecido Vitor Valverde, vai receber os dirigentes sindicais dos servidores públicos municipais para a primeira mesa de negociação coletiva sobre a campanha salarial 2010.

 

 

 

Mínimo profissional dos médicos sai da Comissão de Tributação e Finanças.

Novo mínimo profissional dos médicos tramita na Câmara Federal

ACOMPANHAMENTO LEGISLATIVO
PL-03734/2008 – Altera a lei n.º 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que altera o salário-mínimo dos médicos e cirurgiões-dentistas. – 13/04/2010
DEVOLVIDO SEM MANIFESTAÇÕES pela Comissão de Finanças e Tributação.

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Novo Código de Ética Médica já está valendo.

Novo Código de Ética Médica entra em vigor hoje
Agência Brasil
BRASÍLIA – Limites para a distanásia – morte prolongada por meio de procedimentos médicos – e o fortalecimento dos cuidados paliativos para pacientes terminais são alguns dos temas abordados pelo novo Código de Ética Médica, que entra em vigor nesta terça-feira. A legislação prevê ainda o veto à manipulação de células reprodutivas e maior autonomia ao paciente na hora de decidir que tipo de tratamento deseja enfrentar. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o trabalho de revisão do código começou em novembro de 2007 e foi concluído durante a 4ª Conferência Nacional de Ética Médica em agosto do ano passado. Médicos e entidades da sociedade civil tiveram oito meses para encaminhar propostas ao órgão. – Todos estão cientes da revisão. O texto foi muito debatido com a classe. Ninguém pode alegar que não conhece o código – destacou o corregedor do CFM, José Fernando Maia. Segundo ele, a medicina enfrenta atualmente situações que não existiam em 1988, quando surgiu a primeira legislação médica. Para Maia, um dos destaques do código trata da autonomia do paciente que, a partir de agora, tem o direito de ser informado sobre todos os procedimentos médicos a serem realizados, sejam clínicos, terapêuticos ou de diagnóstico. No caso de estar impedido, um representante legal precisa ser ouvido. O médico só vai poder intervir quando houver perigo de vida para a pessoa. O novo código prevê maior autonomia também para o médico, que não é mais obrigado a realizar nenhum tipo de procedimento apenas por ser permitido legalmente no Brasil. Ele precisa, entretanto, indicar ao paciente um profissional que o faça. Outra mudança trata do prontuário ou ficha clínica do paciente, da receita médica e do atestado médico. Todos devem ser redigidos com letra legível, além de ser obrigatório constar a data, o horário, o carimbo, o número no Conselho Regional de Medicina e a assinatura do profissional. Sobre os cuidados paliativos, as regras valem para pacientes que já não apresentam, cientificamente, qualquer possibilidade de se recuperar devido a alguma doença terminal. – O médico não pode tomar medidas heroicas, prolongar essa vida que ele sabe que não tem sentido. Mas é obrigado a suprir todas as suas necessidades para diminuir o sofrimento e a dor – explicou o corregedor do CFM. A legislação ainda responsabiliza o gestor do estabelecimento médico – e não mais o profissional de saúde – a encontrar, por exemplo, um substituto para o plantão. Antes, um médico que havia completado 12 horas ou mesmo 24 horas de trabalho era obrigado a ultrapassar seu horário caso um de seus colegas não aparecesse para o trabalho. No caso do veto à reprodução assistida, o código prevê que o médico não manipule embriões. A escolha do sexo ou da cor dos olhos do bebê, por exemplo, fica proibida. Já a terapia gênica – procedimento que envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças – é permitida pela nova lei. A previsão é de que até junho deste ano, 400 mil exemplares do código sejam distribuídos aos cerca de 320 mil médicos em atividade em todo o país. A legislação também está disponível no site do CFM (www.cfm.org.br). Quem quiser denunciar algum tipo de descumprimento do código por profissionais de saúde ou por estabelecimentos médicos deve procurar o Conselho Regional de Saúde mais próximo. 07:00 – 13/04/2010
Fonte: Jornal do Brasil – jbonline.terra.com.br/pextra/2010/04/13/e130425074.asp

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UNIMED: deficiências no atendimento são discutidas em audiência pública na Assembléia Legislativa Mineira.

Audiência Pública na Assembléia Legislativa de Minas acolhe denúncias contra atendimento deficiente na Unimed em BH

Regulamento para planos de saúde é defendido em audiência pública A falta de normas estabelecendo um equilíbrio entre o número de associados e a capacidade de atendimento dos planos de saúde foi apontada, durante audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como a principal causa das falhas no atendimento aos usuários. O assunto foi debatido nesta terça-feira (13/4/10), a requerimento do deputado Délio Malheiros (PV), que disse ter recebido diversas denúncias sobre as filas para marcação de consultas e a falta de leitos nos hospitais credenciados. “Em 2002, a Unimed, por exemplo, tinha 400 mil associados e, hoje, quase um milhão. A rede própria, contudo, não cresce na mesma proporção”, afirmou o deputado. O deputado disse ter sugerido à direção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do setor, a edição de uma resolução estabelecendo uma paridade mínima entre o número de associados e o número de leitos, profissionais ou hospitais credenciados. “O plano não pode vender um ‘produto’ e não entregar”, afirmou. Na opinião do parlamentar, os planos de saúde se transformaram em “um grande SUS”. Ele também mencionou o problema dos médicos que se credenciam no plano, mas dedicam poucas horas por semana ao atendimento dos usuários. A violação do direito do consumidor foi enfatizada pelo coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Ele explicou que até o catálogo da rede credenciada pelos planos de saúde ofertado ao usuário no momento de sua adesão ao plano é desatualizada. O representante do Procon acrescentou que cinco grandes hospitais de Belo Horizonte que atendiam crianças foram fechados, sobrecarregando o Hospital São Camilo, que está superlotado. Na opinião dele, a responsabilidade desse acúmulo do atendimento pediátrico é dos planos de saúde. O 1º-secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), Roberto Paolinelli de Castro, confirmou o movimento de retração da rede particular, com o fechamento de vários hospitais. Ele disse que o conselho está tomando conhecimento da situação dos planos de saúde para estudar as providências cabíveis. Ausência de convidados prejudica debate Na opinião do promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Edson Antenor Lima Paula, a ausência dos representantes da ANS e das operadoras dos planos de saúde prejudicou o debate. Ele também defendeu a regulamentação e a fiscalização da atuação dos planos de saúde, nos moldes do que ocorre no SUS, e acredita que só assim a população terá instrumentos para cobrar a melhoria do atendimento. “O Ministério Público é fiscal da lei e, muitas vezes, ajuda no aperfeiçoamento do sistema, mas o órgão fiscalizador prioritário , nesse caso, é a ANS”, concluiu. O principal plano de saúde de Belo Horizonte, a Unimed, foi alvo de várias críticas do proprietário da Clínica Mescan – Medicina Diagnóstica, Joaquim Vicente Bonfim Júnior. Segundo ele, a cooperativa praticamente monopoliza o mercado de Belo Horizonte, tendo levado vários hospitais da capital a fecharem as portas. “O Prontocor funcionou por quase 50 anos e quebrou porque não atendia pela Unimed”, afirmou. Segundo ele, em 2002, a operadora mantinha 100 clientes para cada médico. Em 2007 o número subiu para 135 usuários por profissional. Hoje, seriam 175. “Há um overbooking dos planos de saúde”, disse o médico, que também denunciou as dificuldades dos profissionais e clínicas se credenciarem na operadora. Ele mesmo, segundo relatou, tenta atender pela Unimed há mais de dez anos. O deputado Carlos Pimenta (PDT) ponderou que o grau de satisfação dos clientes da Unimed é muito alto, embora caibam ajustes ao plano. Ele defendeu que os problemas no atendimento sejam verificados para que os usuários não sejam prejudicados. O parlamentar informou que a saúde complementar atende 25% da população e ampliou o foco do debate, comparando a saúde complementar com a saúde pública que, segundo ele, está um caos. “Está sendo iniciado um movimento para atualização das tabelas do SUS. Nenhum hospital sobrevive atendendo apenas à rede pública”, comparou. O deputado Délio Malheiros também informou que um novo plano de saúde, Amil, deve começar a operar em Belo Horizonte e manifestou sua preocupação. “A Amil irá disputar espaço com a Unimed com o SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema?”, questionou. Ao final da reunião, foram apresentadas algumas propostas de requerimento para visitas à ANS, solicitando a regulamentação do atendimento dos planos de saúde; e aos cinco maiores hospitais credenciados de Belo Horizonte. Outra proposta é de requerimento de informações à Unimed sobre a rede de atendimento e os critérios para credenciamento. Presenças – Deputado Adalclever Lopes (PMDB), presidente; Délio Malheiros (PV), vice; Sávio Souza Cruz (PMDB); e Carlos Pimenta (PDT). Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação – www.almg.gov.br

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 on 14 -abril- 2010 at 1:20 pm Deixe um comentário

Atendimento ruim em planos de saúde em Minas Gerais vira assunto de audiência pública

Deputado declara que problemas dos planos de saúde os estão igualando às carências do SUS.

PLANOS DE SAÚDE Usuários reclamam de atendimento Antes sinônimo de segurança e tranquilidade, alguns planos de saúde já estão causando apreensão em seus usuários, que temem não ser atendidos na hora que mais precisam. Hoje, 191.557 pessoas possuem cobertura de planos particulares na cidade, o que corresponde a cerca de 35% da população, segundo informações da Agência Nacional de Saúde (ANS). Se comparados com os últimos cinco anos, o aumento de usuários foi de 8,5% no período. Os problemas enfrentados, no entanto, assemelham-se aos de quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Demora para a marcação de consultas, descaso no atendimento de urgência e emergência em hospitais particulares, e até negativa de assistência e descumprimento de contratos estão entre as principais queixas apresentadas na Promotoria de Direito do Consumidor do Ministério Público Estadual e no Procon-JF. De janeiro, até ontem, foram registradas 107 queixas no Procon contra planos de saúde. No acumulado de 2009 (janeiro a dezembro) foram 388 queixas, ante 320 no ano anterior. Segundo informações do órgão, 44 queixas registradas este ano, o que representa 41% do total, são relativas ao plano de saúde Master Clean, relativos à negativa de atendimento em hospitais, clínicas e consultórios médicos credenciados. A dona de casa Meire das Graças de Souza teve dois problemas em um prazo de menos de três meses por conta da operadora. Em um deles, sua mãe, Irene Regina Batista, de 81 anos, precisou ser levada às pressas a um hospital. “Fomos ao HTO, mas a informação era de que o convênio havia sido suspenso. Acabamos tendo que procurar outro hospital na correria, e conseguimos atendimento no João Felício. ” Outro problema, segundo a dona de casa, ocorreu com o filho, Wuarakis Derlan de Souza, que sofreu um acidente de trabalho e procurou o atendimento de urgência no João Felício. “Eles informaram que o convênio estava suspenso e a única saída foi recorrer ao HPS. Fomos muito bem atendidos, mas acho um absurdo a gente pagar por um plano e não poder contar com ele quando precisamos. ” Quem também enfrentou transtornos com o plano foi a dona de casa Marilene Teixeira da Silva. Segundo ela, sua filha de um ano estava teve febre de 40 graus e o marido ligou para todos os hospitais conveniados, mas não conseguiu ser atendida. “Em um deles eles queriam me cobrar R$ 30, sendo que meu plano é completo. Só consegui atendimento depois procurar a antiga pediatra dela que, por ética, atendeu gratuitamente. Mas fico muito preocupada, e sinto estar de pés e mãos atados, pois também não consigo uma declaração de carência para mudar para outro plano. ” Compromisso O superintendente do Procon, Eduardo Schröder, explica que, em reunião com a diretoria do plano Master Clean, na última semana, foi firmado o compromisso de que os convênios seriam restabelecidos. Convênio será retomado Segundo o diretor da Master Clean, Lourenço da Costa Júnior, estão sendo realizadas reuniões para o pagamento de médicos e clínicas para o restabelecimento do atendimento. Em relação aos hospitais apontados pelos usuários do plano, o diretor informou que está negociando e pretende fechar o convênio com pelo menos quatro. “Herdamos uma dívida da antiga administração, mas estamos renegociando. ” Segundo ele, serão investidos R$ 3 milhões para o pagamento dos débitos. ” O diretor- geral da Casa de Saúde/HTO, Marconi Andrade Soares, informou que deverá retomar o convênio com a Master Clean até quinta-feira, quando o atendimento será retomado. No João Felício, o atendimento permanece suspenso. O tema foi assunto de audiência pública realizada ontem, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em que os deputados questionaram o crescente aumento do número de clientes dos planos de saúde e a paridade de leitos disponíveis, bem como a capacidade de atendimento dos médicos credenciados. “É questão séria de saúde pública, uma situação que coloca a saúde complementar na vala comum do SÚS ”, reclama o Délio Malheiros (PV), autor do requerimento.
Fonte: Tribuna de Minas, de 14 de abril de 2010.

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Tags: ANS, Assembléia Legislativa, auditoria, Hospital João Felício, IPSEMG, Juiz de Fora, Masterclean, Minas Gerais, saúde, saúde suplementar, SUS

 

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