sexta-feira, 16 de abril de 2010

FAX SINDICAL 254

FAX SINDICAL 254

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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora

Ano V _ No. 254 _ 16 de abril de 2010

 

 

AVISOS SINDICAIS.

 

 

*CAMPANHA SALARIAL 2010

 

Na próxima segunda-feira, 19 de abril, os dirigentes dos sindicatos que representam todas as classes de servidores públicos municipais da Prefeitura de Juiz de Fora vão participar da primeira reunião com os representantes da Prefeitura para tratar das negociações coletivas de 2010.

 

Uma boa notícia é a aprovação da Convenção 151 da OIT, que já está na mesa do Presidente Lula para ser sancionada. Como a aprovação foi solicitada pelo próprio Presidente, acredita-se em sua sanção para breve. Com a Convenção 151 as negociações coletivas no setor público serão cercadas dos mesmos cuidados que já existem no setor privado. Ponto importante para todos os sindicatos que representam o funcionalismo público.

 

Na mesa de negociações está a proposta conjunta dos sindicatos de uma reposição de 15%.

 

Os médicos ainda têm importantes pendências. A mais destacada é a campanha da equiparação já. Ela exige que a Prefeitura de Juiz de Fora faça como os governos federal, estadual e as outras prefeituras e reconheça de fato a carga horária especial de 20 horas semanais dos médicos municipais. Atualmente, em Juiz de Fora, é importante que todos saibam, os médicos são uma categoria que têm carga horária especial e recebem 25% a menos do que os demais profissionais de nível superior. Isso significa, de fato e de direito, um desrespeito a essa carga horária especial. As demais categorias que têm carga horária especial têm seus salários devidamente respeitados.

 

Essa situação agrava a péssima remuneração percebida pelos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora. Atualmente o vencimento inicial de um médico é inferior a três salários mínimos. A discriminação salarial (25% a menos) e o reajuste zero do ano passado agravam a situação. O resultado são escalas incompletas nos serviços de urgência e emergência, falta de médicos especialistas, faltas de médicos e equipes incompletas nas unidades básicas. Esses fatos, inclusive, já foram comprovados por auditoria federal.

 

Além dessa montanha de problemas, a Prefeitura ainda não cumpriu a palavra empenhada no final da campanha de 2009, pela boca de seu secretário Vitor Valverde. O acordo de criar comissões para tratar de um PCCS para os médicos da Prefeitura e outra para avaliar as péssimas condições de trabalho dos médicos ainda não foram revistas. Cumpre denunciar ainda que, ao contrário do que preconiza a norma do Conselho Federal de Medicina, a Prefeitura de Juiz de Fora não tem Comissões de Ética Médica e Direção Clínica para as unidades básicas de saúde e para unidades de atenção secundária, como as da saúde mental. Essa irregularidade, que reputamos grave, necessita ser saneada pela ação do CRMMG e do Ministério Público, a quem se atribui o papel de fiscal da Lei.

 

 

Gratificação de urgência e emergência: conforme decidido em reunião entre os médicos municipais que se interessam pelos problemas do setor, será encaminha à Prefeitura uma contraproposta com o apoio do Sindicato. Ela constará de uma reivindicação para que o empregador considere o valor de mercado do trabalho médico e a noção de carreira, ou seja, as progressões vertical e horizontal conquistadas pelos médicos. Além de tudo solicita um mecanismo de incorporação para essas gratificações.

 

 

 

ATIVIDADES SINDICAIS.

 

A Diretoria do Sindicato dos Médicos têm ainda agendas com o Ministério Público. A primeira é sobre a questão das rescisões dos médicos do PSF que serão exonerados pela AMAC. A segunda é sobre a privatização da UPA de Santa Luzia. Nesse caso existe acórdão do Supremo que condena terceirização semelhante realizada pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

A Diretoria do Sindicato dos Médicos aguarda também retorno da Secretária Maria Rute dos Santos. Na pauta, a manutenção do código 7. O assunto está também sendo tratado na Justiça.

 

Na próxima semana os diretores do Sindicato dos Médicos deverão se reunir com representantes de outras entidades médicas para tratar, em nome de toda a classe, da situação do exercício da Medicina em Juiz de Fora e na Prefeitura de Juiz de Fora.

 

No dia 14 de abril passado, os médicos estaduais da SES realizaram assembléia em Belo Horizonte. Está sendo feita uma mobilização estadual para unificar os 1.300 médicos estaduais da SES MG em um importante movimento de mobilização e ação. O alvo é conquistar a restauração do cargo de Médico na SES e lutar por um salário decente. Em breve os médicos estaduais de Juiz de Fora, que somam um efetivo importante e que atuam em posições chaves da assistência no SUS local, deverão ser convocados para uma reunião com o objetivo de deslanchar o movimento na cidade e na Zona da Mata. Todos devem estar atentos.

 

 

Fax Sindical 24 horas no Twitter http://www.twitter.com/faxsindical

Saiba mais lendo:

RIO  DE  JANEIRO Privataria na saúde degenera, mais uma vez em corrupção e graves prejuízos à saúde.

A notícia saiu assim no site de O  GLOBO – moglobo.globo.com/integra.asp?txtUrl=/rio/mat/2010/04/15/policia-civil-desarticula-quadrilha-que-fraudava-compra-de-materiais-na-rede-publica-de-saude-916345001.asp -

Polícia Civil desarticula quadrilha que fraudava compra de materiais na rede pública de saúde 15/04 às 15h19 Márcia Foletto, Taís Mendes, Ludmila Curi e G1 nós e você. já são dois gritando. clique e participe RIO – Policiais civis da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Saúde Pública cumprem nesta quinta- feira 15 mandados de busca e apreensão nas residências, consultórios e empresas de suspeitos de forjar documentos para justificar a compra de materiais que não eram usados em procedimentos cirúrgicos. A denúncia partiu de um funcionário do Hospital Municipal Salgado Filho, onde a quadrilha teria um contrato de R$ 6 milhões. O chefe da neurocirurgia da unidade participa do esquema. Além dele, outros envolvidos moram e trabalham em bairros nobres do Rio, como Ipanema, Barra da Tijuca, Lagoa Rodrigo de Freitas, São Conrado e Recreio. veja fotos da ação da polícia Entre os materiais teoricamente comprados, estão espirais de platina, usadas em cirurgias para conter aneurismas cerebrais. Segundo o site g1 , a polícia informou que a quadrilha é formada pelo dono da empresa que representa o fabricante do material, o gerente geral da empresa, um médico responsável pelo controle de compras do hospital, um vendedor, o chefe e o assistente do setor de neurologia do hospital, entre outras pessoas. Na operação, as equipes da Polícia Civil cumprem mandado de busca e apreensão também em Itaboraí, onde mora uma gerente envolvida. As empresas que fazem parte do esquema têm contratos de fornecimento de material cirúrgico com o governo federal, estadual e municipal no valor de R$ 120 milhões nos últimos anos, segundo o delegado Fábio Cardoso, que coordena as investigações. – Nós já identificamos um contrato que alcança o valor de R$ 120 milhões. Todos esses documentos serão investigados para verificar a regularidade, não só com o Salgado Filho, mas com unidades estaduais e federais – disse o delegado Cardoso, em entrevista à Rádio CBN. De acordo com o site G1, a fraude incluía falsificação de prontuários de pacientes que, por exemplo, se curavam naturalmente, mas teoricamente teriam recebido uma série de 12 espirais de platina – o número máximo que a prefeitura pode comprar sem licitação. Pelo menos três pacientes teriam passado por todo o procedimento cirúrgico, mas não receberam o material implantado. A operação já passou na casa e no consultório do neurocirurgião Carlos Henrique Ribeiro, chefe do setor no Hospital Municipal Salgado Filho. Os policiais chegaram em sua residência, na Rua Barão da Torre, em Ipanema, nas primeiras horas da manhã, e deixaram o endereço com dois malotes e um computador. De lá, eles seguiram para a Rua Aníbal de Mendonça, na Galeria Ipanema 2000, onde também fizeram buscas. De 2006 a 2008, ele foi presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio e ainda pertence ao conselho deliberativo da instituição. A Polícia Civil também fez buscas na casa do empresário Jorge Figueiredo Novaes, dono de três empresas envolvidas no esquema de fraudes na rede pública de saúde. Segundo o delegado Fábio Cardoso, apenas uma delas está seu nome, a Station, que é fornecedora de material médico. As outras duas estariam em nomes de laranjas. Jorge Figueiredo mora no condomínio Golden Green, na Barra da Tijuca, de onde os policiais saíram com dois malotes de documentos, dois revólveres 38 e munição. Na sede da Station, que fica no Centro Empresarial BarraShopping, na Avenida das Américas 4.200, ele foi preso em flagrante por posse ilegal de armas. Segundo o delegado, trata-se de um crime afiançável. A investigação começou em dezembro, após a polícia receber a denúncia de um funcionário do hospital. O neurocirurgião e os outros envolvidos simulavam ter usado mais equipamentos e medicamentos do que o realmente utilizado. Em entrevista à Rádio CBN, o secretário municipal de Saúde, Hans Dormann, disse que não tinha conhecimento da investigação e nem havia recebido denúncias do caso, mas apoia a iniciativa. – Estou tomando conhecimento desses fatos na manhã desta quinta-feira. Vou descobrir até que ponto posso colaborar com as investigações – declarou.

Minas Gerais, Médicos da Secretaria estadual de Saúde estão se mobilizando contra ruína salarial

O site do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais e duas cartas distribuidas por mala direta informam aos médicos da SES (Secretaria de Estado da Saúde) de Minas Gerais sobre o início de uma mobilização da classe em defesa de sua dignidade e justa valorização. A mobilização ocorre em torno de dois eixos principais:
1- a restauração do cargo de médico, que foi diluído sob a genérica e equívoca denominação de analista de saúde.
2- remuneração condigna para a classe, que atualmente, percebe um dos piores salários do Brasil para mão de obra qualificada.

As duas cartas postadas pelo Sinmed MG transcrevem correspondência dirigida ao ex-governador Aécio Neves, dando ciência ao chefe do Executivo mineiro da dramática e injusta situação. Lembra, inclusive, da situação crítica na qual foi jogada o Dr. Célio de Castro, ex-Prefeito de Belo Horizonte, que recebia mil e setecentos reais após 35 anos de serviços prestados ao Estado, em plantões no Hospital João XXIII. A outra carta convoca para uma assembléia, no dia 14 de abril, em Belo Horizonte, expondo a pauta da luta necessária, que se impõe já aos médicos eataduais mineiros.

A maioria desse efetivo profissional qualificado acha-se disperso em Prefeituras, largados pelo empregador, percebendo misérias e vendo seu padrão de vida deteriorar-se a cada dia.

O site do Sinmed MG anuncia uma COMISSÃO.

Transcrevemos abaixo o teor da matéria:
Os médicos estatutários do Estado iniciaram um grande movimento para o reconhecimento do cargo e carreira de médico, com uma reunião realizada dia 24 de março, no sindicato. Eles são classificados como "Analistas de Atenção à Saúde" e ficaram de fora do Plano de Carreira, Cargos e Salário que beneficiou médicos da Fhemig e Hemominas. São cerca de 1.300 profissionais nessa situação. Com a municipalização do SUS, a maioria dos médicos foi colocada à disposição dos municípios ou deslocada para serviços assistenciais do Estado, mas na hora da aposentadoria o que continua valendo é o salário-base hoje em torno de R $950 a R$1.350 . Durante a reunião foi formada uma comissão de mobilização para dar início aos trabalhos. Uma assembléia foi marcada para o dia 14 de abril, para aprovação de uma pauta de reivindicações, a ser encaminhada à Secretaria de Saúde. Veja no site, a lista de médicos do Estado e atualize seu cadastro. Mais informações sobre a comissão no Sindicato dos Médicos. Esta é a situação dos médicos estatutários da Secretaria Estadual de Saúde (SES): – Apesar de concursados e atuarem como pediatras, pneumologistas, clínicos, entre outras especialidades, eles não têm o cargo de médicos, sendo considerados Analistas de Saúde, conforme descrito no contracheque. – Diferentemente do que aconteceu com os médicos da Fhemig e do Hemominas, esses médicos não foram contemplados no Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS) – Salário completamente defasado em relação à rede municipal de saúde e à própria Fhemig, na rede estadual. – Os médicos municipalizados, ou seja, aqueles concursados pela SES mas que prestam serviço à Prefeitura ou no próprio Estado, recebem complementariedade do trabalho, conforme reza a lei de isonomia. No entanto, essa complementariedade não é incorporada ao salário, o que significa que benefícios como aposentadoria serão pagos em cima do salário base. Muitos aposentados já vivem essa situação de grande precariedade. – Os médicos da SES não ganham adicional de insalubridade desde 1993, como acontece no Centro de Saúde Oswaldo Cruz e no Júlia Kubitschek, onde os profissionais convivem diariamente com problemas como situações de risco, como pacientes com tuberculose. Os colegas da Prefeitura que trabalham nos mesmos locais recebem a insalubridade, o que mostra a pertinência do benefício. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE Atenção, médicos da SES! O departamento Jurídico do sindicato está apto a entrar com ações de cobrança em face do Estado e municípios, na tentativa de exigir o pagamento das parcelas vencidas e que estão por vencer do adicional de insalubridade. A ação é valida tanto para o médico que nunca recebeu o adicional, como para aquele que o teve suspenso sem que as condições insalubres deixassem de existir. O adicional de insalubridade é um direito de todos os servidores que trabalham em condições insalubres, submetendo-se a agentes prejudiciais à saúde, a exemplo dos médicos, que laboram em contato direto com portadores de doenças infecto- contagiosas e microorganismos nocivos. O sindicato já foi vitorioso em várias vitorioso em várias dessas ações, inclusive em uma delas um médico da própria SES conseguiu a restituição dos valores referentes ao adicional de insalubridade desde o ano de 1996, a ser pago em forma de precatórios. Fonte: Assessoria de imprensa Sinmed-MG-

Minas discute dívida do Governo de Aécio com o IPSEMG.

Projeto do Estado de quitar dívida com Ipsemg gera polêmica

Divergências quanto aos valores devidos e sobre a origem dos débitos marcaram na noite desta terça-feira (13/4/10) a audiência pública realizada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia Legislativa de Minas Gerais para debater o Projeto de Lei Complementar (PLC) 35/07, que autoriza o Executivo a quitar sua dívida com o Ipsemg.

A proposição pretende equacionar o problema da dívida do Tesouro do Estado com o instituto por meio da compensação contábil de débitos e créditos gerados ao longo dos anos, o que foi criticado por deputados da oposição e representantes de contribuintes e de servidores, segundo os quais o Governo está propondo uma "manobra contábil" e "dando o calote" na dívida que o Estado teria para com o Ipsemg.

Já para parlamentares da base aliada e para representantes do Governo e do Tribunal de Justiça, o projeto traz benefícios para o Ipsemg, que de outra forma poderia ter suas finanças prejudicadas em função de emenda à Constituição Federal aprovada em dezembro do ano passado modificando procedimentos para o pagamento de precatórios.

O Projeto – Segundo o projeto original, o Tesouro assume os débitos relativos aos precatórios emitidos contra o instituto, no total de R$ 686.407.497,23, conforme apurado em dezembro de 2009. Esse valor é superior à dívida do governo com a autarquia, calculada em R$ 607.261.435,21 em fevereiro de 2010, conforme alega o Governo.

Na última reunião da FFO, o deputado Lafayette de Andrada apresentou o substitutivo nº 2 ao projeto, rejeitando o substitutivo nº 1, da Comissão de Constituição e Justiça. O novo texto busca incorporar a proposta feita pelo governador de incluir os débitos caracterizados como requisitórios de pequeno valor (RPVs), apresentados contra o Ipsemg, quando os objetos das ações que os originaram forem anteriores à data de publicação da Lei Complementar 64, de 2002, que criou o Regime Próprio de Previdência e Assistência Social dos Servidores Públicos. O acréscimo, nesse caso, seria de cerca de R$ 70 milhões, referente aos RPVs previstos para 2010.

Além disso, o substitutivo nº 2 suprimiu o inciso II do artigo 1° do projeto, que autorizava o parcelamento do saldo remanescente em 120 parcelas mensais, porque, com a quitação da dívida, ficaria extinto o saldo remanescente. Segundo o parecer, o projeto não gera impacto sobre as contas públicas, pois é uma operação contábil envolvendo obrigações já previstas no Orçamento do Estado.

Dívida seria maior, denunciam entidades em defesa da saúde

Segundo o presidente da Associação dos Contribuintes do Ipsemg, Moisés de Oliveira Melo, já há na Justiça uma ação da entidade exigindo que o Estado faça uma apresentação da dívida, que segundo ele supera R$ 1 bilhão e 800 milhões. O dirigente anunciou que esse dado, bem como todos os levantamentos a respeito, constam de Relatório da Auditoria-Geral do Estado anexado à ação movida na Justiça e entregue nesta terça (13) à comissão. "O Estado tem que assumir essa dívida, e não tirar recurso da saúde para pagar precatórios", criticou Moisés de Oliveira, que fez um histórico da situação do Ipsemg desde 1988 aos dias atuais. "As cidades polos até podem ter atendimento, mas essa não é a realidade da saúde no conjunto do interior do Estado", denunciou ele.

A presidente do Sindicado dos Servidores do Ipsemg (Sisipsemg), Antonieta de Cássia Dorledo de Faria, também criticou a intenção do Governo. "O Ipsemg não precisa de ajuste contábil, precisa é de dinheiro para a saúde", frisou ela, para quem o Governo está "maquiando" uma dívida que teria sido motivada por apropriação indevida. Isto porque, segundo a sindicalista, os precatórios têm origem em débitos previdenciários, apesar do recolhimento das contribuições dos servidores, e não em serviços de saúde, que pela legislação atual são o objetivo maior do Ipsemg.

Governo e Justiça citam emenda federal para defender projeto

Assessor especial da Secretaria de Estado da Fazenda, Eduardo Codo Santos defendeu o PLC e apresentou um histórico da situação legal do Ipsemg, lembrando que com a Lei Complementar 64/02, foram criados dois fundos para atendimento aos segurados, ficando estabelecido de forma clara que a prestação de serviços de saúde passariam a ser o foco principal da ação da autarquia.

Segundo ele, a emenda 62 à Constituição Federal, de dezembro de 2009, alterou as regras dos precatórios, impondo ao Estado 22 anos adiante para pagá-los. Minas, segundo ele, optou por fazê-lo em 15 anos. Eduardo Codo argumentou que na medida em que o Estado assuma os precatórios do Ipsemg, estará assegurando a capacidade de investimento do instituto em saúde. "De fato a responsabilidade pelos precatórios que o Estado quer assumir é do Ipsemg", ressaltou.

Nassau Jan Louwerens, assessor da Seção de Precatórios do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, endossou a fala do representante do Estado ao informar que com a emenda 62, o Ipsemg terá bens sequestrados e sofrerá grande impacto caso não quite os precatórios. Segundo ele, caso o Estado não assuma essa dívida do Ipsemg, o instituto terá, entre outros prejuízos, que arcar mensalmente com o pagamento de R$ 4 milhões para cumprir o que determina a emenda 62, além do pagamento imediato de outros R$ 70 milhões.

Ao ser questionado por deputados como Adelmo Carneiro Leão (PT), autor do requerimento da audiência, Carlin Moura (PCdoB) e Antônio Júlio (PMDB), sobre a responsabilidade do Estado para com esses precatórios, Nassau Jan frisou por diversas vezes que todos eles são fruto de ações contra o Ipsemg, e não contra o Estado, já tendo transitado em julgado, não cabendo mais esse tipo de questionamento. "Insistir nesse ponto é uma guerra perdida", concluiu o representante do TJ-MG.

Deputados divergem sobre intenção do Executivo

Apesar das colocações do representante do Tribunal de Justiça, o deputado Carlin Moura (PCdoB) considerou que "em nome de pagar precatórios, o Governo está criando um artifício para quitar o que o Estado deve ao Ipsemg". Ele também lembrou que o projeto é de 2007, anterior à emenda 62 de 2009 destacada pelos que defenderam o projeto. O deputado Antônio Júlio também questionou qual era a lógica usada pelo Estado para querer assumir precatórios e com isso cancelar uma dívida que tem para com o Ipsemg e o deputado Weliton Prado (PT) definiu a proposta como "calote".

Adelmo Carneiro Leão também insistiu na tese de que os precatórios, sendo originados de dívida previdenciária e não de serviços de saúde, deveriam ser de fato ser pagos pelo Estado e não entrar num ajuste contábil pretendido pelo Governo. Para o parlamentar, o Estado quer fazer um acerto de contas para poder ampliar sua capacidade de contrair empréstimos em prejuízo do Ipsemg e da área de saúde. "Se a origem dos precatórios deve-se a erros do Estado, aqui no Parlamento é o lugar de restabelecer a justiça", defendeu.

Benefícios – Por sua vez, o deputado Domingos Sávio (PSDB) registrou não ser possível no Estado de Direito recorrer no Parlamento de uma decisão judicial. Para o parlamentar, se existem divergências quanto aos valores da dívida, eles devem sim ser avaliados com profundidade nos âmbitos administrativo e judicial, mas sem que se deixe de aprovar o projeto sob pena de prejudicar seriamente o Ipsemg.

O presidente da comissão, Zé Maia (PSDB), também considerou como "proposta fantástica" para o Ipsemg a prevista no PLC 35/07. Segundo ele, ao final da compensação contábil dos débitos o Ipsemg ainda estará ganhando cerca de 100 milhões. "As críticas mostram que o Ipsemg quer receber a dívida do Estado mas não quer pagar sua dívida. Enquanto o projeto vai tirar das costas do Ipsemg uma dívida de cerca de 700 milhões". O deputado Lafayette de Andrada (PSDB), relator do projeto na comissão, também considerou o projeto "benéfico" para o Ipsemg. "Se os precatórios não forem pagos, o patrimônio do Ipsemg será confiscado, essa é a realidade agora com a emenda 62″, concluiu.

Presenças – deputados Zé Maia ( PSDB), presidente; Adelmo Carneiro Leão (PT), Lafayette de Andrada (PSDB), Inácio Franco (PV), Antônio Júlio (PMDB), Carlin Moura (PCdoB), Getúlio Neiva (PMDB), Domingos Sávio (PSDB), Weliton Prado (PT), Dalmo Ribeiro Silva (PSDB), Almir Paraca (PT). E ainda o diretor de Planejamento, Gestão e Finanças do Ipsemg, Adair Evangelista Marques, e o diretor político do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de Minas Gerais, Geraldo Antônio Henrique da Conceição.

Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação – www.almg.gov.br

Planos de saúde poderão pagar décimo terceiro salário a médicos.

Operadoras podem ter que pagar 13º salário a médicos
12/04/2010

Médicos podem passar a receber gratificação anual, correspondente ao 13º salário, conforme prevê o Projeto de Lei 6989/10 , do deputado federal Eleuses Paiva (DEM/SP). O aditivo deverá ser pago pela operadora de plano de assistência à saúde a qual o médico é credenciado, independente dos honorários a que este fizer jus. A gratificação vai corresponder a 1/12 dos honorários médicos pagos entre dezembro do ano anterior e novembro do ano corrente e o projeto não se aplica às cooperativas que adotam o sistema de rateio. O deputado diz que a gratificação "será um meio de incentivo para o aprimoramento profissional do médico, devendo ser utilizada presumivelmente no seu aperfeiçoamento, ou seja, na participação em cursos, congressos,conferencias, simpósios e especializações." Ainda de acordo com o autor da proposta, o pagamento da gratificação vai refletir na melhoria e na qualidade do atendimento médico, uma vez que, com os conhecimentos atualizados, o profissional usará seu conhecimento científico em prol dos pacientes.

Fonte : Taciana Giesel
portal.fenam2.org.br/helper/printData/388876

quarta-feira, 14 de abril de 2010

FAX SINDICAL 253 Luta médica em Juiz de Fora-Novo Código de Ética-Problemas nos planos de saúde-Mínimo profissional no Congresso.

Fax Sindical 253

Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora e da Zona da Mata.

Ano V * No. 253  * 14 de abril de 2010

 

AVISOS SINDICAIS.

Médicos da Prefeitura de Juiz de Fora.

 

***Atenção***

 

Campanha salarial 2010 – gratificações de urgência e emergência – demissões na AMAC.

 

 

Iniciamos, juntamente com o SINSERPú, com o sindicato dos professores e com a regional do sindicato de engenheiros, a campanha salarial de 2010. No ano passado tivemos o absurdo de um reajuste zero. Esse ano pedimos a recomposição de 15% dos salários. Os vencimentos dos servidores públicos municipais foram achatados e corroídos pelo reajuste zero, pelo brutal aumento do IPTU e pela cassação das isenções. A situação está se tornando difícil e insustentável.

 

 

As relações trabalhistas entre a classe médica e a administração do Prefeito Custódio de Matos estão longe de serem boas. Senão vejamos:

 

1-A administração do Prefeito Custódio de Matos, representada nas negociações pelo Secretário Vítor Valverde ainda não cumpriu o acordo de julho de 2009, que previa a instalação de comissões para criar um PCCS de médicos e avaliar as condições de atendimento. Sem credibilidade, como negociar?

 

2-A administração do Prefeito Custódio de Matos, representada pelo Secretário Vitor Valverde, enviou ao diretor da AMAC ofício propondo pagar as rescisões trabalhistas dos médicos de família, incluindo a multa rescisória, em 12 vezes. Um verdadeiro absurdo. Ainda mais se considerando que a Prefeitura está enchendo os cofres com um IPTU caríssimo, um dos mais elevados do Brasil. Eles querem que os médicos de família que prestaram tão bons serviços à população de Juiz de Fora, que sustentaram, com seu trabalho, as unidades básicas de saúde, saiam sem qualquer agradecimento ou compensação e recebendo o que a Lei lhes garante em suaves prestações! (Anda existindo Lei nessa terra quando o assunto é Prefeitura? Por favor, respondam!)

 

3-Os médicos da Prefeitura continuam ganhando 25% a menos que o nível superior, em claro desrespeito à carga horária especial ( única categoria profissional que sofre esse desrespeito, além dos odontólogos).

 

4-O vencimento inicial de um médico da Prefeitura de Juiz de Fora tornou-se inferior a 3 salários mínimos. Um total desrespeito. Inferior ao mínimo profissional definido em Lei. Totalmente contrário ao que o mercado paga a mão de obra qualificada.

 

5-Faltam médicos nas unidades de urgência e nas unidades básicas. As pessoas vêem isso todos os dias e a imprensa o tem divulgado. A Prefeitura finge ignorar o problema e foge de suas responsabilidades quanto a isso (políticas, administrativas, cíveis e criminais). Com esse salário e com essas condições de trabalho eles não atraem e nem fixam profissionais. Apenas recrutam recém-formados incautos e inexperientes, expondo-os ao risco de agressões físicas e processos, devido ao péssimo estado dos estabelecimentos públicos de saúde do SUS em Juiz de Fora.

 

Enfim, uma situação vergonhosa.

 

 

Os médicos estão se mobilizando. Após várias reuniões os médicos dos setores de urgência e emergência decidiram repudiar a proposta da Prefeitura de Juiz de Fora de criar uma gratificação invertida para os profissionais, um teto salarial.

 

Os médicos que atuaram na AMAC aprovaram proposta de convocar a Prefeitura para discutir a situação dos médicos do PSF demitidos. O Sindicato dos Médicos aguarda que a Prefeitura apresenta uma proposta decente.

 

Na próxima segunda-feira, às 16 horas, o Secretário de Administração e Recursos Humanos, o já conhecido Vitor Valverde, vai receber os dirigentes sindicais dos servidores públicos municipais para a primeira mesa de negociação coletiva sobre a campanha salarial 2010.

 

 

 

Mínimo profissional dos médicos sai da Comissão de Tributação e Finanças.

Novo mínimo profissional dos médicos tramita na Câmara Federal

ACOMPANHAMENTO LEGISLATIVO
PL-03734/2008 – Altera a lei n.º 3.999, de 15 de dezembro de 1961, que altera o salário-mínimo dos médicos e cirurgiões-dentistas. – 13/04/2010
DEVOLVIDO SEM MANIFESTAÇÕES pela Comissão de Finanças e Tributação.

 

Novo Código de Ética Médica já está valendo.

Novo Código de Ética Médica entra em vigor hoje
Agência Brasil
BRASÍLIA – Limites para a distanásia – morte prolongada por meio de procedimentos médicos – e o fortalecimento dos cuidados paliativos para pacientes terminais são alguns dos temas abordados pelo novo Código de Ética Médica, que entra em vigor nesta terça-feira. A legislação prevê ainda o veto à manipulação de células reprodutivas e maior autonomia ao paciente na hora de decidir que tipo de tratamento deseja enfrentar. De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o trabalho de revisão do código começou em novembro de 2007 e foi concluído durante a 4ª Conferência Nacional de Ética Médica em agosto do ano passado. Médicos e entidades da sociedade civil tiveram oito meses para encaminhar propostas ao órgão. – Todos estão cientes da revisão. O texto foi muito debatido com a classe. Ninguém pode alegar que não conhece o código – destacou o corregedor do CFM, José Fernando Maia. Segundo ele, a medicina enfrenta atualmente situações que não existiam em 1988, quando surgiu a primeira legislação médica. Para Maia, um dos destaques do código trata da autonomia do paciente que, a partir de agora, tem o direito de ser informado sobre todos os procedimentos médicos a serem realizados, sejam clínicos, terapêuticos ou de diagnóstico. No caso de estar impedido, um representante legal precisa ser ouvido. O médico só vai poder intervir quando houver perigo de vida para a pessoa. O novo código prevê maior autonomia também para o médico, que não é mais obrigado a realizar nenhum tipo de procedimento apenas por ser permitido legalmente no Brasil. Ele precisa, entretanto, indicar ao paciente um profissional que o faça. Outra mudança trata do prontuário ou ficha clínica do paciente, da receita médica e do atestado médico. Todos devem ser redigidos com letra legível, além de ser obrigatório constar a data, o horário, o carimbo, o número no Conselho Regional de Medicina e a assinatura do profissional. Sobre os cuidados paliativos, as regras valem para pacientes que já não apresentam, cientificamente, qualquer possibilidade de se recuperar devido a alguma doença terminal. – O médico não pode tomar medidas heroicas, prolongar essa vida que ele sabe que não tem sentido. Mas é obrigado a suprir todas as suas necessidades para diminuir o sofrimento e a dor – explicou o corregedor do CFM. A legislação ainda responsabiliza o gestor do estabelecimento médico – e não mais o profissional de saúde – a encontrar, por exemplo, um substituto para o plantão. Antes, um médico que havia completado 12 horas ou mesmo 24 horas de trabalho era obrigado a ultrapassar seu horário caso um de seus colegas não aparecesse para o trabalho. No caso do veto à reprodução assistida, o código prevê que o médico não manipule embriões. A escolha do sexo ou da cor dos olhos do bebê, por exemplo, fica proibida. Já a terapia gênica – procedimento que envolve a modificação genética de células somáticas como forma de tratar doenças – é permitida pela nova lei. A previsão é de que até junho deste ano, 400 mil exemplares do código sejam distribuídos aos cerca de 320 mil médicos em atividade em todo o país. A legislação também está disponível no site do CFM (www.cfm.org.br). Quem quiser denunciar algum tipo de descumprimento do código por profissionais de saúde ou por estabelecimentos médicos deve procurar o Conselho Regional de Saúde mais próximo. 07:00 – 13/04/2010
Fonte: Jornal do Brasil – jbonline.terra.com.br/pextra/2010/04/13/e130425074.asp

UNIMED: deficiências no atendimento são discutidas em audiência pública na Assembléia Legislativa Mineira.

Audiência Pública na Assembléia Legislativa de Minas acolhe denúncias contra atendimento deficiente na Unimed em BH

Regulamento para planos de saúde é defendido em audiência pública A falta de normas estabelecendo um equilíbrio entre o número de associados e a capacidade de atendimento dos planos de saúde foi apontada, durante audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, como a principal causa das falhas no atendimento aos usuários. O assunto foi debatido nesta terça-feira (13/4/10), a requerimento do deputado Délio Malheiros (PV), que disse ter recebido diversas denúncias sobre as filas para marcação de consultas e a falta de leitos nos hospitais credenciados. "Em 2002, a Unimed, por exemplo, tinha 400 mil associados e, hoje, quase um milhão. A rede própria, contudo, não cresce na mesma proporção", afirmou o deputado. O deputado disse ter sugerido à direção da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do setor, a edição de uma resolução estabelecendo uma paridade mínima entre o número de associados e o número de leitos, profissionais ou hospitais credenciados. "O plano não pode vender um 'produto' e não entregar", afirmou. Na opinião do parlamentar, os planos de saúde se transformaram em "um grande SUS". Ele também mencionou o problema dos médicos que se credenciam no plano, mas dedicam poucas horas por semana ao atendimento dos usuários. A violação do direito do consumidor foi enfatizada pelo coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Ele explicou que até o catálogo da rede credenciada pelos planos de saúde ofertado ao usuário no momento de sua adesão ao plano é desatualizada. O representante do Procon acrescentou que cinco grandes hospitais de Belo Horizonte que atendiam crianças foram fechados, sobrecarregando o Hospital São Camilo, que está superlotado. Na opinião dele, a responsabilidade desse acúmulo do atendimento pediátrico é dos planos de saúde. O 1º-secretário do Conselho Regional de Medicina (CRM-MG), Roberto Paolinelli de Castro, confirmou o movimento de retração da rede particular, com o fechamento de vários hospitais. Ele disse que o conselho está tomando conhecimento da situação dos planos de saúde para estudar as providências cabíveis. Ausência de convidados prejudica debate Na opinião do promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Edson Antenor Lima Paula, a ausência dos representantes da ANS e das operadoras dos planos de saúde prejudicou o debate. Ele também defendeu a regulamentação e a fiscalização da atuação dos planos de saúde, nos moldes do que ocorre no SUS, e acredita que só assim a população terá instrumentos para cobrar a melhoria do atendimento. "O Ministério Público é fiscal da lei e, muitas vezes, ajuda no aperfeiçoamento do sistema, mas o órgão fiscalizador prioritário , nesse caso, é a ANS", concluiu. O principal plano de saúde de Belo Horizonte, a Unimed, foi alvo de várias críticas do proprietário da Clínica Mescan – Medicina Diagnóstica, Joaquim Vicente Bonfim Júnior. Segundo ele, a cooperativa praticamente monopoliza o mercado de Belo Horizonte, tendo levado vários hospitais da capital a fecharem as portas. "O Prontocor funcionou por quase 50 anos e quebrou porque não atendia pela Unimed", afirmou. Segundo ele, em 2002, a operadora mantinha 100 clientes para cada médico. Em 2007 o número subiu para 135 usuários por profissional. Hoje, seriam 175. "Há um overbooking dos planos de saúde", disse o médico, que também denunciou as dificuldades dos profissionais e clínicas se credenciarem na operadora. Ele mesmo, segundo relatou, tenta atender pela Unimed há mais de dez anos. O deputado Carlos Pimenta (PDT) ponderou que o grau de satisfação dos clientes da Unimed é muito alto, embora caibam ajustes ao plano. Ele defendeu que os problemas no atendimento sejam verificados para que os usuários não sejam prejudicados. O parlamentar informou que a saúde complementar atende 25% da população e ampliou o foco do debate, comparando a saúde complementar com a saúde pública que, segundo ele, está um caos. "Está sendo iniciado um movimento para atualização das tabelas do SUS. Nenhum hospital sobrevive atendendo apenas à rede pública", comparou. O deputado Délio Malheiros também informou que um novo plano de saúde, Amil, deve começar a operar em Belo Horizonte e manifestou sua preocupação. "A Amil irá disputar espaço com a Unimed com o SUS, sobrecarregando ainda mais o sistema?", questionou. Ao final da reunião, foram apresentadas algumas propostas de requerimento para visitas à ANS, solicitando a regulamentação do atendimento dos planos de saúde; e aos cinco maiores hospitais credenciados de Belo Horizonte. Outra proposta é de requerimento de informações à Unimed sobre a rede de atendimento e os critérios para credenciamento. Presenças – Deputado Adalclever Lopes (PMDB), presidente; Délio Malheiros (PV), vice; Sávio Souza Cruz (PMDB); e Carlos Pimenta (PDT). Responsável pela informação: Assessoria de Comunicação – www.almg.gov.br

Publicado em:  on 14 -abril- 2010 at 1:20 pm Deixe um comentário
Atendimento ruim em planos de saúde em Minas Gerais vira assunto de audiência pública

Deputado declara que problemas dos planos de saúde os estão igualando às carências do SUS.

PLANOS DE SAÚDE Usuários reclamam de atendimento Antes sinônimo de segurança e tranquilidade, alguns planos de saúde já estão causando apreensão em seus usuários, que temem não ser atendidos na hora que mais precisam. Hoje, 191.557 pessoas possuem cobertura de planos particulares na cidade, o que corresponde a cerca de 35% da população, segundo informações da Agência Nacional de Saúde (ANS). Se comparados com os últimos cinco anos, o aumento de usuários foi de 8,5% no período. Os problemas enfrentados, no entanto, assemelham-se aos de quem depende do Sistema Único de Saúde (SUS). Demora para a marcação de consultas, descaso no atendimento de urgência e emergência em hospitais particulares, e até negativa de assistência e descumprimento de contratos estão entre as principais queixas apresentadas na Promotoria de Direito do Consumidor do Ministério Público Estadual e no Procon-JF. De janeiro, até ontem, foram registradas 107 queixas no Procon contra planos de saúde. No acumulado de 2009 (janeiro a dezembro) foram 388 queixas, ante 320 no ano anterior. Segundo informações do órgão, 44 queixas registradas este ano, o que representa 41% do total, são relativas ao plano de saúde Master Clean, relativos à negativa de atendimento em hospitais, clínicas e consultórios médicos credenciados. A dona de casa Meire das Graças de Souza teve dois problemas em um prazo de menos de três meses por conta da operadora. Em um deles, sua mãe, Irene Regina Batista, de 81 anos, precisou ser levada às pressas a um hospital. "Fomos ao HTO, mas a informação era de que o convênio havia sido suspenso. Acabamos tendo que procurar outro hospital na correria, e conseguimos atendimento no João Felício. " Outro problema, segundo a dona de casa, ocorreu com o filho, Wuarakis Derlan de Souza, que sofreu um acidente de trabalho e procurou o atendimento de urgência no João Felício. "Eles informaram que o convênio estava suspenso e a única saída foi recorrer ao HPS. Fomos muito bem atendidos, mas acho um absurdo a gente pagar por um plano e não poder contar com ele quando precisamos. " Quem também enfrentou transtornos com o plano foi a dona de casa Marilene Teixeira da Silva. Segundo ela, sua filha de um ano estava teve febre de 40 graus e o marido ligou para todos os hospitais conveniados, mas não conseguiu ser atendida. "Em um deles eles queriam me cobrar R$ 30, sendo que meu plano é completo. Só consegui atendimento depois procurar a antiga pediatra dela que, por ética, atendeu gratuitamente. Mas fico muito preocupada, e sinto estar de pés e mãos atados, pois também não consigo uma declaração de carência para mudar para outro plano. " Compromisso O superintendente do Procon, Eduardo Schröder, explica que, em reunião com a diretoria do plano Master Clean, na última semana, foi firmado o compromisso de que os convênios seriam restabelecidos. Convênio será retomado Segundo o diretor da Master Clean, Lourenço da Costa Júnior, estão sendo realizadas reuniões para o pagamento de médicos e clínicas para o restabelecimento do atendimento. Em relação aos hospitais apontados pelos usuários do plano, o diretor informou que está negociando e pretende fechar o convênio com pelo menos quatro. "Herdamos uma dívida da antiga administração, mas estamos renegociando. " Segundo ele, serão investidos R$ 3 milhões para o pagamento dos débitos. " O diretor- geral da Casa de Saúde/HTO, Marconi Andrade Soares, informou que deverá retomar o convênio com a Master Clean até quinta-feira, quando o atendimento será retomado. No João Felício, o atendimento permanece suspenso. O tema foi assunto de audiência pública realizada ontem, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em que os deputados questionaram o crescente aumento do número de clientes dos planos de saúde e a paridade de leitos disponíveis, bem como a capacidade de atendimento dos médicos credenciados. "É questão séria de saúde pública, uma situação que coloca a saúde complementar na vala comum do SÚS ", reclama o Délio Malheiros (PV), autor do requerimento.
Fonte: Tribuna de Minas, de 14 de abril de 2010.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Sindicato_MÉDICOS_TelegramaSindical

12 de abril de 2010
-----------------------------------------------'-
::::::..:....:... Telegrama Sindical
De: Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora.

Agenda Sindical

Gratificação de urgência * Rescisâo trabalhista PSF/AMAC * Campanha
Salarial 2010.

Hoje uma comissão de sindicalistas, com a presença dos Presidentes do
Sindicato Médico, Dr. Gilson Salomão, do SINSERPÚ, Cosme Nogueira, e
de vários representantes sindicais dos professores municipais, foi até
o prédio da Prefeitura de JF pedir a abertura das negociações
salariais de 2010. A comissão não foi recebida pelo secretário Vitor
Valverde, que estava ausente da secretaria. Uma reunião ficou de ser
marcada.

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Amanhã, 13 de abril, depois de 19 horas e 30 minutos, na Sociedade de
Medicina, assembléia dos médicos com a presença do advogado do
sindicato. Na pauta a rescisão trabalhista da Amac e a çqmpanha
salarial de 2010.

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Urgência e emergência - reunião na quarta, 14 de abril, no Centro de
Estudos do HPS, às 10 horas e trinta minutos. Todos os médicos das
unidades de urgência e mergência estão convidados. Na pauta A
contraproposta do sindicato sobre gratificação de urgência e
emergência.

Na quinta, 15 de abril, o assunto voltará a ser debatido com o
secretário da SARH. A contraproposta será levada oficialmente.

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Ainda esta semana deverá haver reunião dos sindicatos que representam
as classes de servidores públicos municipais de Juiz de Fora para
tratar da campanha salarial e espera-se uma reunião com a Prefeitura,
que já recebeu as propostas dos sindicatos, que foram oficialmente
protocoladas.

Hora de mobilizar. Os médicos da Prefeitura têm que confiar em si
mesmos, nessa hora crítica e de luta. A participação de todos é
decisiva.

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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Médicos de Juiz de Fora em Campanha Salarial.

FAX SINDICAL 252
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
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Ano V *** No. 252 *** 08 de abril de 2010.

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JUIZ DE FORA. MÉDICOS EM CAMPANHA SALARIAL

EDITORIAL.

JUIZ DE FORA: UMA INJUSTIÇA QUE NÃO QUER CALAR.

Os médicos da Prefeitura de Juiz de Fora não podem continuar como uma
categoria profissional envergonhada, discriminada todo mês ao receber
contracheques inferiores em 25% que o nível superior. Eles não são
funcionários de segunda classe!
Um dos pontos mais polêmicos das negociações coletivas entre o
Sindicato dos Médicos e a Prefeitura de Juiz de Fora é a questão das
perdas salariais infringidas aos médicos pela discriminação salarial.
Médicos municipais em Juiz de Fora, diferentemente de seus colegas do
serviço público federal e do serviço público estadual, bem como da
capital mineira e dos municípios vizinhos, percebem em seus
contracheques menos vinte e cinco por cento do que os demais
servidores públicos de nível superior. Há vinte anos esse item
freqüenta as pautas de reivindicação apresentadas pelo Sindicato dos
Médicos à Prefeitura de Juiz de Fora, sem que nenhum dos Prefeitos
tenha se interessado em corrigi-la. O atual Prefeito Custódio de Matos
tem em suas mãos a chance de se tornar um benemérito da classe médica,
patrocinando a justiça e contribuindo para o progresso da saúde
pública, se permitir a correção dessa antiga e imperdoável iniqüidade.
O pleno reconhecimento da jornada especial de trabalho, conforme já
preceitua a Lei Federal 9436/97, que se aplica aos médicos do serviço
público federal, bem como a legislação estadual, e também a legislação
municipal da capital do Estado, a legislação do Distrito Federal e a
legislação de todos os demais municípios da Zona da Mata, implica em
igual salário do nível superior para os profissionais da Medicina que
atuam no serviço público. Fato que, lamentavelmente, perdura na nossa
cidade como uma terrível injustiça.
A percepção que a nossa população e os profissionais de saúde têm da
falta de médicos suficientes para atender nas unidades básicas de
saúde, bem como serviços de urgência, decorre da falta de atrativo e
de incentivo para fixar o profissional no serviço público municipal.
Um verdadeiro processo de sucateamento de mão de obra qualificada.
Decorre dos péssimos salários que a Prefeitura de Juiz de Fora destina
aos seus médicos, da falta de perspectiva de um carreira profissional
decente no serviço público municipal e das condições adversas de
atendimento ao público. Atualmente o piso salarial de um médico da
Prefeitura de Juiz de Fora é inferior aos três salários mínimos que a
Lei Federal 3999/1961 define como mínimo profissional da categoria.
Essa situação, com o agravante da discriminação salarial, clama pela
compreensão de nossos governantes e por uma solução justa.
Com efeito, isso não será apenas fazer a merecida justiça aos médicos
municipais, mas será incentivar o progresso dos serviços públicos de
saúde, o melhoramento do SUS e o estreitamento da colaboração entre os
profissionais da Medicina e a administração municipal, a atual e as
vindouras. Além de ato de Justiça, será um progresso inegável. O
reconhecimento dessa injustiça e sua correção, como ato espontâneo do
atual Prefeito, ficarão escritos com letras de ouro na História da
Medicina local.

[[[[[[[[[[[[[[[[[[]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]]

Mobilização médica.
Urgência e Emergência.
Gratificações.

Após reunião de médicos municipais dos serviços de urgência, realizada
no HPS de Juiz de Fora, foi decidido o encaminhamento de uma
contraproposta que contempla a valorização do tempo de serviço no
setor. A proposta também reivindica a incorporação dos ganhos. Os
profissionais se acham injustiçados por não haver incorporação após
anos de trabalho estressante e sacrificado em unidades de urgência e
emergência. Supõem que esse seja um momento oportuno para que isso
seja corrigido. Além do mais, ainda não há acordo quanto à situação
dos médicos diaristas e dos que trabalham em regime de sobreaviso.

Não há responsabilidade é se aprovar uma plano que envolva médicos e
demais servidores e que exclua esses profissionais que são decisivos
para o funcionamento das unidades hospitalares.

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15% - PAUTA CONJUNTA DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE JUIZ DE FORA.

Para que haja respeito nessas negociações salariais, tem que haver o
resgate da credibilidade das negociações. As partes devem se
comprometer com o cumprimento do acordo de 2009, entre o Sindicato dos
Médicos e a Prefeitura. As Comissões para criar PCCS dos Médicos do
município e avaliar e monitorar as condições de atendimento médico não
estão funcionando até hoje e não resultaram em qualquer medida
concreta, a despeito da portaria que as criou dar prazo de sessenta
dias para a conclusão dos trabalhos. A credibilidade é um ítem
indispensável no processo negocial.

Os Sindicatos dos Médicos, dos Professores e o SINSERPÚ devem entregar
formalmente ao Secretário de Administração e Recursos Humanos da
Prefeitura, Vitor Valverde, a pauta conjunta de reivindicação.
Solicita-se uma recomposição de 15%, que corrija as perdas salariais
que afligiram os servidores públicos municipais em 2009, as perdas
salariais de abril de 2009 até abril de 2010 e, parcialmente,
recomponha perdas infringidas por administrações anteriores. A
valorização do servidor público é o melhor caminho para oferecer à
população serviços públicos de qualidade.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Médicos JF Telegrama Sindical Urgente

::::.......:.: Telegrama Sindical Urgente.
06/04/2010 13 hs.
De:Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
Assunto: Negociações
Médicos municipais x Prefeitura de Juiz de Fora.
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1 - Urgência e emergência em Juiz de Fora - pior a emenda do que o soneto .
na manhã de hoje houve mais uma reunião insatisfatória entre a
Secretaria de Administração e Recursos Humanos da Prefeitura de Juiz
de Fora. Foi apresentada uma nova proposta de QVR em 3 níveis. Uma
avaliação inicial é de que a proposta piora a situação atual, de
pagamento por penosidades. Não beneficia o final de carreira e nem a
progressão vertical por escolaridade. Em resumo, se a Prefeitura
mantiver essa tendência de achatar o montante das gratificações
necessárias para manter os serviços essenciais de urgência, aliado à
péssima remuneração dos médicos, é fácil prever que eles estão jogando
com a sorte da população. É previsível o esvaziamento, quantitativo e
qualitativo, das unidades de urgência. É uma atitude criminosa apostar
no sucateamento de mão de obra de serviços essenciais ou, dolosamente,
negar esse grave risco.
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2- PSF. A administração do Prefeito Custódio de Matos não quer pagar a
multa rescisória de 40% para os médicos do PSF que estão saindo da
AMAC. Alegam que, apesar do aumento absurdo do IPTU e da taxa do lixo,
do fim das isenções e do rejuste zero para os servidores municipais,
eles não têm dinheiro para honrar suas obrigações trabalhistas.
Décadas e anos de serviços prestados pelos médicos de família ao povo
de Juiz de Fora serão reduzidos a nada, diluídos em suaves prestações
e sem agradecimentos ou pedidos de desculpas.
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3- Venceu o prazo dado pelo Sindicato dos Médicos para que a
Prefeitura de Juiz de Fora se manifestasse sobre o acórdão do STF que
deu ganho de causa ao Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro contra a
Prefeitura no caso de terceirização de unidades públicas de saúde.
Agora o assunto será tratado na esfera jurídica. Mais uma ação do
Sindicato contra a Prefeitura, em defesa dos direitos dos médicos.
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4- O Sindicato dos Médicos irá entregar à Prefeitura, conjuntamente
com o sindicato dos professores e o SINSERPU, a pauta conjunta de
reivindicações, que prevê reposição de 15% para os servidores
municipais. É grande o descontentamento dos trabalhadores e fortes são
as tensões trabalhistas entre servidores públicos municipais e
administração de CustÓdio de Matos (PSDB MG).

--
Enviado do meu celular

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FaxSindical_PJF_Campanha_Salarial_Greve_Olinda_Unimed_perdeu

::::,.....'..'.. FAX SINDICAL 251
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
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Ano
V .'. N° 251 .'. O6 de abril 2010

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 Juiz de Fora.
*** Campanha_Salarial_2010 ***

2010 Sindicato dos Médicos de Juiz de
Fora inicia campanha salarial dos Médicos municipais em unidade com
outros sindicatos, pela reposição linear de 15% e sustenta as
reividicações específicas da categoria e o cumprimento do acordo de
2009.

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Prefeitura
de Juiz de Fora e médicos municipais. Salários desanimadores e
relações trabalhistas difíceis.
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 A administração do
Prefeito Custódio de Matos, até o momento, não acenou com qualquer
benefício ou melhoria para os médicos municipais. O que foi acertado
em 2010, entre o Secretário de Administração e Recursos Humanos do
Custódio, Vítor Valverde, com o Sindicato dos Médicos não foi
cumprido. A credibilidade da Prefeitura está comprometida pela sua
incompetência em cumprir acordos.

Além dos péssimos salários pagos
aos médicos da Prefeitura de Juiz de Fora, onde o piso salarial é
inferior a três mínimos, os médicos ainda sofrem uma odiosa
discriminação salarial. A Prefeitura entendeu de os castigar por sua
conquista de ter uma carga horária de 2010 horas semanais e paga aos
médicos 25% a menos que o nível superior. Deliberação que contrasta
com o serviço público federal, com o serviço público estadual e com os
outros municípios. Devido à péssima remuneração, à discriminação
salarial e à precariedade geral dos esquipamentos públicos de saúde, o
SUS em Juiz de Fora não atrai e nem fixa profissionais, havendo um
sucateamento progressivo e nocivo de mão de obra. Diante disso a atual
administração municipal simplesmente se omite e negligencia. 

Daí a
importância da Campanha_Salarial_2010. A participação dos médicos, a
mobilização e à denúncia serão importantes durante o processo. A força
do movimento reivindicatório é diretamente proporcional à
 presença
dps médicos da Prefeitura nas Assembléias.

Da atual administração da
Prefeitura esperamos que tenha inteligência para perceber a gravidade
e a grandeza do problema, além de suficiente seriedade parque honrar a
palavra empenhada em 2009.

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A Luta médica pelo Brasil:

Sem negociações satisfatórias e com
intransigência do Prefeito e gestores, médicos de Olinda realizam
paralisações. 

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Pernambuco
// Sem acordo

Médicos de Olinda realizam paralisação de 72 horas


Os
médicos da Prefeitura de Olinda realizam sua sexta paralisação. Todas
as unidades que atendem consultas agendadas pararam (total ou
parcialmente). O movimento reivindica equiparação com os médicos da
Prefeitura de Recife. Além disso os médicos municipais de Olinda
exigem concurso público, já que a população da cidade sofre com o
número insuficiente de médicos. Os salários ruins pagos aos médicos
pela Prefeitura de Olinda não atrai profissionais e os expulsa do
serviço público. As condições precárias que a Prefeitura oferece aos
doutores para atender ao povo de Olinda também são questionadas. O
Sindicato dos Médicos cobra, no interesse do povo de Olinda, a
melhoria dos equipamentos públicos de saúde.

Os médicos municipais de
Recife têm piso salarial de 3.500 pela carga horária legal de 20 horas
semanais. Os de Olinda, um salário ruim igual ao de Juiz de Fora, que
não chega ao piso três mínimos.

A paralisação de 72 horas, que
começou nesta segunda-feira (5), vai suspender as atividades nos
ambulatórios, PSFs (Programa de Saúde da Família) e na Maternidade
Brites de Albuquerque. 

Em razão da justeza das reivindicações, a
adesão foi expressiva e representativa. Apenas uma policlínica
funcionou com efetivo bem reduzido.

A notícia saiu hoje no Jornal do
Comércio, de Recife e pode ser conferida em
www...uol.com.br/canal/cotidiano/pernambuco/noticia/2010/04/05/medicos-de-olinda-realizam-paralisacao-de-72-horas-218450.php

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Cooperativas médicas -
CADE derrota Unimed no STF.

Cooperativas de trabalho médico não podem
exigir exclusividade de seus cooperados.
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5 de Abril de 2010 - 9:24
STJ invalida cláusula de exclusividade em contratos entre cooperativa
e médicos

O Cade argumentou, em recurso ao STJ, que a referida
cláusula impedia a entrada e a permanência de concorrentes.

A Segunda
Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, por unanimidade,
que é inválida cláusula de estatuto social que impõe aos médicos
cooperados o dever de exclusividade. De relatoria do ministro Humberto
Martins, o colegiado julgou recurso interposto pelo Conselho
Administrativo de Desenvolvimento Econômico (Cade) contra decisão
proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
Em primeira instância, a Unimed Santa Maria, sociedade cooperativa de
serviços médicos, ajuizou ação de anulação de procedimento
administrativo contra o Cade. Julgada improcedente a ação, a
cooperativa interpôs apelação ao TRF4. O tribunal, seguindo
entendimento do STJ, deu provimento ao recurso. De acordo com a
decisão proferida, seria lícita a cláusula de exclusividade
estabelecida pela cooperativa, a fim de que os cooperados não
prestassem serviços médicos a outras operadoras de plano ou
assistência à saúde, uma vez que o cooperado é sócio e não iria
concorrer com ele mesmo. 

O Cade argumentou, em recurso ao STJ, que a
referida cláusula impedia a entrada e a permanência de concorrentes no
mercado geográfico, visto que outras operadoras de assistência à saúde
não conseguiriam manter um número aceitável de médicos conveniados.
Alegou ainda violação a lei específica. A Unimed, em contrarrazão,
afirmou que a cláusula foi julgada válida sob o aspecto da
concorrência pela Terceira e Quarta Turmas do Tribunal.

Em voto, o
ministro Humberto Martins ressaltou que o precedente citado pela
Unimed, da Quarta Turma desta Corte, não se aplica ao presente caso.
Segundo o ministro, a previsão regimental não prevê a competência da
Quarta Turma para decidir sobre matéria de concorrência, ainda que
tenha analisado a questão. 
 O ministro lembrou que a exigência de
exclusividade, prevista na lei que instituiu o regime jurídico das
cooperativas, não se aplica aos profissionais liberais, excluindo,
portanto, os médicos cooperados. Segundo ele, a lei que dispõe sobre
os planos de assistência à saúde veda às operadoras, independentemente
de sua natureza jurídica constitutiva, impor contratos de
exclusividade ou de restrição à atividade profissional. 
Fonte:
Coordenadoria de Editoria e Imprensa - STJ. A notícia pode ser
conferida em www.midiacon.com.br/materia.asp?id_canal=14&id=25016

sexta-feira, 2 de abril de 2010

FAX_Sindical_Médicos_iniciam_campanha_em_Juiz_de_Fora

...'..'.. FAX SINDICAL 250
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Sindicato dos Médicos de Juiz de Fora
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Ano V .'. N° 250 .'. 30 de abril 2010

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PREFEITURA DE JUIZ DE FORA - médicos realizam Assembléia Geral
Extraordinária e aprovam campanha salarial unificada 2010

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O Sindicato dos Médicos aprovou, por meio de Assembléia Geral
Extraordinária realizada na noite de 31 de março, na Sociedade de
Medicina, o apoio à reivindicação de 15% de reposição salarial linear
para todos os servidores e a unificação da campanha com os sindicatos
dos professores, engenheiros e com o Sinserpu.

A remuneração dos Médicos da Prefeitura é horrível e não atrai e nem
fixa médicos no serviço público. As condições de trabalho são
precárias. Os quadros de planonistas das unidades de urgência estão
incompletos. Faltam médicos nos postos de saúde. A população de JUIZ
DE FORA está penalizada. A administração do Prefeito Custódio de Matos
mente. As autoridades parecem ignorar o descaso do Prefeito. O
Sindicato está sempre denunciando esse descalabro à opinião pública. O
sucateamento de mão de obra médica no SUS de JUIZ DE Forq é evidente e
muitos Médicos_Juiz_de_Fora_ameaçado falam em se demitir de suas
funções ou até de seus cargos.

O Sindicato dos Médicos, em luta contra essa calamidade, tenta
reverter esse quadro de catástrofe anunciada e, por isso, apóia a
campanha unificada pelos 15% e pede que a atual administração ponha
fim à discriminação salarial contra os médicos, que ganham 25% a menos
que o nível superior da Prefeitura, distorção essa que causa perdas
salariais continuadas aos profissionais e causa vergonhoso achatamento
de salários. Atualmente o piso salarial de um médico da Prefeitura é
inferior aos três mínimos previstos na Lei Federal 3999/1961.
Além de todos esses absurdos relatados, os médicos que ainda se
arriscam a trabalhar na Prefeitura de JUIZ DE Fora ainda têm que
encarar o desrespeito. Até hoje o Secretário de Administração e
Recursos Humanos, Vítor Valverde, não cumpriu o que foi acertado entre
ele e o Sindicato dos Médicos em julho de 2009. Não criou às comissões
para elaborar o PCCS dos Médicos da Prefeitura é nem para cuidar das
suas condições de trabalho e atendimento. Vamos negociar com uma
administração que comprometeu suas credibilidade, pelo motivo que se
viu.

A mobilização dos Médicos e a militância de cada um pela causa de toda
a classe serão decisivas para reverter esse quadro maligno.

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Médicos de Porto Alegre em campanha salarial.

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Simdicato entrega denúncia sobre situação do SUS à Promotora de
Justiça. Promotora declara que médiicos merecem ganhar mais, que a
responsabilidade dos Médicos é grande e que as pessoas julgam a
qualidade do atendimento na saúde pública pela conduta dos Médicos.

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MP diz ao SIMERS: médicos merecem ganhar mais
01/04/2010

A promotora de Justiça Ângela Rotunno, especializada em temas da saúde
pública, afirmou, na última quarta-feira (31), em Porto Alegre, que
médicos merecem ganhar mais, pois têm mais responsabilidade que as
demais categorias. Ângela justificou, em encontro com a direção do
Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), que as pessoas sempre
vinculam os atendimentos à conduta do médico.

A posição da promotora foi manifestada em audiência, pedida pelo
SIMERS, para informar sobre a mobilização da campanha salarial dos
médicos municipários, que inclui decisão sobre indicativo de
paralisação, a ser votado em 14 de abril, em assembleia na Associação
Médica do RS (Amrigs).

A entidade entregou dossiê sobre a assistência da saúde pública, com
maiores problemas, medidas para atrair médicos e gastos do município
com pessoal. Informações baseadas em dados de relatórios do governo
local comprovam, que há espaço para ampliar gastos com pessoal, sem
comprometer limite da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de 60%. Em
2009, o teto ficou em 46%. A lei prevê 60%.

"Apoio a implementação de um Plano de Carreira, Cargos e Vencimentos
(PCCV), com salário diferenciado para os médicos", posicionou-se a
promotora de Justiça, informando que aguarda proposta do Conselho
Municipal de Saúde para formular plano para todos os servidores da
área. O SIMERS já se reuniu com Ângela em 2009, para apresentar a
proposta médica.

A vice-presidente do Sindicato, Maria Rita de Assis Brasil, e os
diretores Jorge Eltz e Fábio Gatti, reforçaram que o plano e aumento
imediato de remuneração são fundamentais para assegurar profissionais
no SUS. "Temos filas para consultas e cirurgias que não chegam nunca.
A criação da carreira e uma melhor remuneração vão assegurar mais
profissionais", aposta Maria Rita.

A dirigente reforçou que a categoria está aberta ao diálogo com o
município e que já busca encontro com o prefeito José Fortunati. Os
médicos ligados à prefeitura, cerca de mil, reivindicam piso nacional
médico de R$ 7 mil e também combatem medidas de privatização do SUS,
por meio de terceirizações.

O HPS registra a maior carência de médicos. O déficit alcança 20% dos
profissionais em atuação, que somam 365 médicos. Pelo menos 66
precisam ser contratados com urgência. O estabelecimento tem um terço
do quadro da área no município. Os médicos concursados que a
prefeitura está chamando acabam não assumindo ante o piso de ingresso
de R$ 1.409,00.
Fonte : Assessoria de Imprensa Simers

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Teria o Presidente da AMB questionado o Presidente da República?
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Atendendo a pedidos publicamos carta do Presidente da AMB -
Associação Médica Brasileira - sobre declarações atrobuídas ao
Presidente Lula. A carta está na página
amb.org.br/teste/index.php?acao=mostra_noticia&id=5725 . Se confirmado
Lula deve desculpas a toda a classe médica. A crise no serviço público
de saúde deve-se, evidentemente a problemas de financiamento (a emenda
29 está travada no Congresso) e à desvalorização do trabalho médico,
que se traduz em remunerações pífias, incompatíveis com mão de obra
altamente qualificada.
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Folha de São Paulo - 30/3/2010. Cartas - SAÚDE PÚBLICA Incontinência verbal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em mais um de seus rompantes
habituais de incontinência verbal, diz ter encontrado os culpados pelo
caótico sistema de saúde nacional: os médicos. Segundo reportagem
veiculada sexta-feira em diversos jornais brasileiros, o presidente
reclamou que "os médicos não aceitam ou cobram caro para trabalhar no
interior e nas periferias" e que "é muito fácil ser médico na Avenida
Paulista". Lula também criticou o Conselho Federal de Medicina,
pedindo o reconhecimento dos diplomas dos médicos formados em Cuba.
Ainda em tom jocoso, criticou o médico responsável pela amputação do
seu dedo mínimo da mão esquerda. Sua ira se voltou também para os
contrários à cobrança de novo tributo para aumentar os recursos para o
setor de saúde. O que o presidente finge não saber é que o médico
sozinho, no interior ou em periferias, é incapaz de promover saúde.
Ele precisa de apoio para exercer sua profissão, como laboratórios,
equipamentos para exames, hospitais, enfim, tudo o que não é
prioridade ou é claramente insuficiente em seu governo. Lula também
finge não saber que ninguém é contra o médico cubano: exige-se apenas
que ele, como qualquer outro, se submeta ao exame de avaliação exigido
para formados no exterior. Quanto à CPMF, governar impondo novos
impostos ao já fatigado povo brasileiro é tão vulgar quanto dizer que
é "fácil ser médico na Avenida Paulista". A Associação Médica
Brasileira (AMB), em nome dos mais de 350 mil médicos brasileiros,
sente-se ultrajada com as declarações do sr. Lula, visto inverídicas,
por considerar que elas não condizem com o cargo que S. Sa. ocupa e
por atingir a dignidade e a honradez daqueles que, diariamente, em
hospitais ou consultórios, muitas vezes em condições precárias, lutam
por manter a saúde do povo brasileiro. O presidente Lula deve um
pedido de desculpas à classe médica brasileira.
José Luiz Gomes do Amaral, presidente da AMB

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